Seturn defende fim do uso de dinheiro nos ônibus

Fonte:
Tribuna do Norte
Foto: Rodrigo Gomes



Com a onda de assaltos a motoristas, cobradores e passageiros do sistema de
transporte público, o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de
Passageiros do Município do Natal (Seturn) volta a defender o fim do uso de
dinheiro em espécie no pagamento da tarifa. O consultor técnico do Seturn,
Nilson Queiroga, explicou que a medida já é praticada em pelo menos duas
capitais do país – Campo Grande (MS) e Goiânia (GO) – e reduziu
consideravelmente o número de assaltos dentro de ônibus nessas duas cidades.

Nilson
Queiroga admite que estender todo o pagamento da passagem pelo sistema de
bilhetagem eletrônica em Natal,  também esbarra na proibição da dupla
função (motorista passar a operar o sistema no interior do ônibus, sem a
presença do cobrador), já aprovada na Câmara Municipal com a lei 04/2014, da
Licitação dos Transporte Público.

Queiroga afirmou que somente 30% dos passageiros que passam pela catraca dos
ônibus, pagam  o valor da passagem inteira (R$ 2,.35) em dinheiro,
enquanto 70% é de vale-transporte, adquirido por empresas e instituições,
públicas e privadas,  para repasse aos funcionários ou do passe-fácil, que
é passagem inteira adquirida pelo usuário do sistema de bilhetagem eletrônica.

Segundo
Queiroga, já vinha ocorrendo uma discussão sobre a a adoção do pagamento da
passagem de transporte coletivo  exclusivamente pelo cartão eletrônico, no
Tribunal Regional do Trabalho (TRT/21? Região) e no Ministério Público do
Trabalho (MPT), que não evoluiu “porque o município não demonstrou interesse”.

Embora a dupla função não tenha sido aprovada na Câmara, onde os vereadores
decidiram que até 2016 as empresas possam contar com 60% da frota usando o
motorista/cobrador e o fim dessa função dupla até 2020, Queiroga disse que no
acordo coletivo de trabalho assinado, no ano passado, com o Sindicato dos
Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Rio Grande do Norte (Sintro-RN),
havia uma cláusula que ampliou de 40% para 50% o número de motoristas que
também passavam a exercer a função de cobrador: “Os motoristas até ganham mais,
porque tem direito a 2% do valor da receita”.

Para Queiroga, os cobradores que deixassem de trabalhador nos ônibus – “o
acordo coletivo já prevê a requalificação” – passariam a trabalhar na rede de
vendas da bilhetagem eletrônica, como ocorre nas capitais de Mato Grosso do Sul
e Goiás.

Ele disse que a própria consultoria RuaViva, no estudo apresentado à
prefeitura, informou que a função de cobrador responde por R$ 0,30 de todo o
valor da passagem do transporte coletivo: “O usuário é quem paga isso, porque
não adotar uma tecnologia que não vai onerar o custo da passagem e diminuir,
inclusive, a insegurança”.

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