Scania quer produzir ônibus a gás no Brasil

Fonte: Automotive Business
Fotos: Divulgação

A Scania pretende fabricar na planta de São Bernardo do Campo (SP) ônibus com motor a gás que pode ser abastecido também com biometano. A empresa já negocia com a matriz sueca o projeto, que por enquanto não tem investimento definido. “Devemos primeiro importar o motor e montar o chassi aqui. A ideia é que, em uma segunda etapa, o motor também seja nacionalizado”, explica Silvio Munhoz, diretor de vendas de ônibus da companhia para o Brasil.

A fabricante assegura que o projeto não seria desafio tão grande para a
empresa, já que o chassi já é feito localmente e o propulsor, apesar de ser
Euro 5, compartilha 90% dos componentes com o motor diesel produzido na planta do ABC paulista. “Poderíamos começar importando o restante das peças, mas com o foco natural de desenvolver fornecedores locais”, explica.

O ônibus a gás da Scania roda em testes com biometano no Brasil. A promessa é de que o modelo, apesar de custar até 25% mais do que um veículo a diesel, garanta economia de 40% a 45% no custo por quilômetro rodado na comparação com o combustível fóssil. Se abastecido com gás natural a redução é mais modesta, de 25%.

Estes números serão colocados a prova em uma rodada de testes em São Paulo. O modelo rodará em operação sombra, seguindo um ônibus convencional em sua aplicação urbana. Com a iniciativa a Scania pretende comprovar a evolução dos motores a gás. A empresa aponta que, além do benefício no custo por quilômetro rodado, a vida útil dos propulsores chega a ser 40% mais longa, com o mesmo nível de manutenção e com a performance tão boa quanto a garantida pelas versões a diesel.

O plano da fabricante é atender toda a América Latina com o projeto. Lima, no Peru, e Bogotá, na Colômbia, já têm modelos a gás em circulação e devem comprar mais algumas milhares de unidades com a tecnologia nos próximos anos. No Brasil estes ônibus não têm presença por enquanto, cenário que a Scania acredita que mudará em breve, puxado pelo objetivo de São Paulo (SP) de eliminar o uso de combustíveis fósseis do transporte
público. A companhia defende que a implementação de veículos a biometano é a melhor opção para alcançar este objetivo.

“Diversificar é a saída, mas outras tecnologias são caras e precisam de
subsídio, como os trólebus, elétricos, híbridos e movidos a etanol. Este
projeto é viável, porém ainda não há escala de produção do biometano no País”, conta Munhoz. O executivo avalia, no entanto, que esta situação pode mudar sem tanto investimento, já que o gás é produzido basicamente a partir do lixo.

O combustível já foi aprovado pela ANP, associação que regula a área de petróleo e gás natural. Segundo o executivo, algumas empresas demonstram interessem em produzi-lo, algo que representaria mais uma fonte de receitas a partir de materiais que seriam descartados. Entre os exemplos estão companhias de tratamento de esgoto e que trabalham com sistema agrosilvopastoril, que gera resíduos que podem ser aproveitado na produção do combustível.

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