Lucro líquido da Marcopolo recua 23% em 2014

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Fonte:
Automotive Business
Fotos: Rodrigo Gomes / Diego Almeida Araújo



A desaceleração do mercado de ônibus no
Brasil em 2014 fez cair em 23% o lucro líquido da Marcopolo
com relação ao ano anterior, de acordo com balanço financeiro divulgado na
terça-feira, 24. Os ganhos passaram de R$ 292,1 milhões em 2013 para 224,1
milhões no ano passado ou de R$ 0,32 para R$ 0,25 por ação.

“A redução do lucro líquido deve-se aos mesmos fatores para a queda da margem
bruta: aumento das despesas com vendas e pelo menor resultado financeiro. Por
outro lado, a redução nas despesas gerais e administrativas, bem como a maior
contribuição das equivalências patrimoniais no período, compensou, em parte,
essa redução”, informa em nota.


O faturamento da encarroçadora de ônibus com sede em Caxias do Sul (RS) caiu em
ritmo menor do que o lucro, queda de 7,1%, para R$ 3,4 bilhões no comparativo
anual, ajudado pela menor queda da receita gerada com as exportações e no
exterior, cujo recuo de foi de apenas 0,2%, para R$ 1,14 bilhão. Estão
incluídas na receita as operações que mantém na África do Sul, Argentina
(Metalpar e Metalsur), Austrália, Colômbia, Egito, índia e México. Já no Brasil
o faturamento caiu 10,2%, para R$ 2,25 bilhões.

Na composição da receita, 35,8% são provenientes do segmento de ônibus
rodoviários, que têm maior valor agregado do que os urbanos, cuja fatia foi de
30,9%. A Volare representou 23,5% do faturamento, enquanto o Banco Moneo, peças
e outros somaram 5,3%. Chassis e micro-ônibus participam com 1,6% e 2,9%,
respectivamente.

A produção global de ônibus da marca totalizou 17,7 mil unidades contra as 20,6
mil do ano anterior, queda de 14,2%. No Brasil, a Marcopolo montou 15,3 mil
unidades, volume 17% menor, conferindo participação de 39,6% no mercado total
de ônibus no País, 0,3 pontos porcentuais a menos do que em 2013. Nas operações
externas houve queda de 10,3%, com a entrega de 17,7 mil carrocerias.


SOBRE 2015

No relatório, a companhia destaca que o mercado de ônibus no Brasil inicia este
ano impactado pelas recentes alterações nas regras para o financiamento via
Finame e Finame PSI, linhas do BNDES, bem como pela indefinição dos termos e
condições do modelo de autorização das linhas interestaduais a serem publicados
pela ANTT, ainda sem data definida. Em contrapartida, a Marcopolo assegura que
está em curso importantes negócios para o mercado externo, que aliados à taxa
de câmbio que tem se desvalorizado, poderão resultar em um ano mais favorável
para as exportações.

Para o segmento de rodoviários, a expectativa é que tão logo a ANTT publique as
regras do modelo de autorização, as empresas retomem a renovação de suas
frotas, movimento que vem sendo postergado há quase dois anos. Já para os
urbanos, em decorrência do repasse do aumento de tarifas em algumas das
principais cidades do País, a empresa revela que já existem movimentos com
relação à renovação das frotas.

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