Ônibus Paraibanos

HVR, o chassi da Busscar

Fonte:
Lexicar
Fotos: JC Barboza / Aílton Florêncio /  Divulgação

Ônibus híbrido urbano a hidrogênio sobre plataforma HVR

Fundada no início da década de 90 como subsidiária integral da Busscar,
a HVR Equipamentos Industriais S.A. tinha como objetivo principal o projeto e construção
de chassis de ônibus, tendo como atividades suplementares a recuperação e
alteração mecânica de unidades existentes e o suprimento da matriz com
terceiros-eixos e suspensões a ar. Em 1993, no bojo do acordo de exportação de
carrocerias para o México, a Busscar encarregou a HVR de construir um chassi
com motor traseiro para equipar os ônibus que seriam enviados para aquele país;
o veículo recebeu diversos componentes importados: motores Detroit Diesel e
Cummins, eixos Rockwell e transmissão ZF.

Em
2002 preparou uma plataforma de piso totalmente baixo, eixos húngaros Rába e
suspensão pneumática para equipar moderníssimo trólebus monobloco fornecido
para a Metra, operadora do corredor metropolitano do ABC; a partir deste
projeto, outras versões foram desenvolvidas – muitas delas exportadas –, tais
como ônibus urbanos padron de três portas e ônibus rodoviários e de turismo de
dois pisos, com motor traseiro MWM de 240 cv. Carroçarias Busscar sobre chassis
HVR também foram escolhidos para compor alguns ônibus experimentais, tais como
o protótipo a hidrogênio desenvolvido pela Coppe/UFRJ.
Busscar Urbanuss Plus LF sobre chassi HVR plano e motor lateral traseiro
Busscar Urbanuss LF com plataforma totalmente plana HVR

A
partir de 2009 a HVR deixou de ser unidade de negócios independente, sendo
agregada à Tecnofibras, empresa da Busscar dedicada à construção de componentes
plásticos, sob a nova razão social Tecnofibras HVR Automotiva S.A.. Como
subsidiária integral da Busscar, a HVR foi engolfada pelo processo de
desintegração sofrido pelo grupo empresarial a partir de 2009. Em outubro de
2014 foi declarada falência de todas as empresas Busscar, inclusive da
Tecnofibras HVR. Contudo, por ter se mantido ativa durante todo o processo
falimentar, à Tecnofibras foi excepcionalmente consentida autorização (ainda
que provisória) para permanecer operando.
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