Campina Grande: STTP vai mapear abrigos

Fonte:
Jornal da Paraíba
Matéria / Texto: Basílio Neto
Foto: JC Barboza



O simples ato de esperar a chegada do ônibus, seja para ir ao trabalho, escola,
universidade, ou mesmo com o objetivo de realizar outras atividades do dia a
dia, às vezes pode se transformar em um momento estressante e desagradável,
principalmente no período quente. Frequentemente, o transporte coletivo não
passa no horário determinado, e, para isso, passageiros precisam buscar
alternativas para escapar do sol forte em paradas que não têm estrutura. Alguns
pontos de ônibus, além de não possuírem abrigo para a proteção das pessoas
contra a incidência dos raios solares, também não dispõem de bancos para
acomodar confortavelmente os passageiros.

Não
é preciso andar muito para encontrar algumas paradas de ônibus danificadas em
Campina Grande. No bairro da Palmeira, por exemplo, a árvore termina ajudando a
minimizar o efeito do calor enquanto os passageiros aguardam a passagem do
ônibus.
 
Atualmente,
a Superintendência de Trânsito e Transporte Público (STTP) dispõe de mil
paradas catalogadas, mas esse número já é bem maior e só será contabilizado na
próxima semana após um levantamento que está sendo feito pelo órgão para mapear
todos os pontos de ônibus existentes na cidade, levando em consideração o
número de rotas e trajetos.
 
Após
o mapeamento, um plano será traçado para melhorar as condições dos abrigos
existentes. Em locais em que há apenas piquetes, sinalizando as linhas que
passam pelo local, com base nos estudos, serão colocados novos abrigos para
acomodar os usuários de transporte coletivo. Cerca de 200 ônibus circulam por
dia, em Campina Grande, transportando aproximadamente 100 mil pessoas.
 
A
estudante de Comunicação Social da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB),
Amandha Freire, 28 anos, é usuária do transporte público do município. As
linhas mais utilizadas por ela são a 303 e 333. De acordo com a universitária,
algumas paradas de ônibus precisam melhorar suas estruturas para abrigar os
passageiros e oferecer mais informações sobre as linhas, rotas e horários. Em
alguns bairros, quem precisa aguardar pela chegada de um ônibus, necessita
enfrentar o calor, típico dessa época do ano, pois algumas paradas não oferecem
abrigo para proteger os passageiros da exposição ao sol. A falta de segurança
também preocupa a jovem, pois frequentemente, os passageiros são abordados por
bandidos e menores, principalmente no centro da cidade.
 
“Estive
recentemente em Curitiba e lá os abrigos de ônibus são todos climatizados. É uma
estrutura muito boa e nos sentimos seguros e confortáveis. Infelizmente, em
Campina Grande, para a gente esperar o transporte no horário entre 12h e 15h, é
muito complicado, por causa do calor excessivo. Em alguns locais, não há
cobertura e em outros, ela não comporta a quantidade de pessoas que estão a
aguardar. Dessa forma, a melhor solução é tentar se proteger com sombrinhas ou
outros utensílios que bloqueiam um pouco os raios solares e torcer que a espera
não seja tão longa. No centro da cidade, tenho receio dos assaltos e dos
menores que nos importunam, quando a gente aguarda sentada. Aliás, se estiver
muito calor, não dá para sentar, porque o material utilizado em alguns abrigos
esquenta muito”, revelou a estudante Amandha Freire.
Segundo
a gerente de transportes da STTP, Araci Brasil, uma parceria está sendo mantida
com a gerência de operação de trânsito do órgão para que um projeto de melhoria
dos abrigos já existentes seja apresentado e as alterações possam ser
implementadas ainda este ano. “Assim que terminarmos o levantamento sobre a
quantidade de paradas de ônibus e a localização delas, procuraremos adaptar os
abrigos antigos e instalar outros, para que a população possa dispor de mais
conforto, informação e se proteger das intempéries. Para que isso possa
acontecer, abriremos uma licitação e por meio de um pregão, contrataremos a
empresa que oferecer o menor preço pelos serviços. Esperamos que todo o
processo aconteça da forma mais rápida possível e ainda no primeiro semestre
possamos colocar em prática, o planejamento que foi feito”, disse.

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