Sindicato nega demissão de cobradores e que ônibus de João Pessoa tenham só motoristas

Fonte:
Portal Correio
Matéria / Texto: Alisson Correia
Fotos: Kristofer Oliveira / Ruan Silva



O Sindicato dos Motoristas negou que os cobradores da Capital devam ser
demitidos e que essa função seja integralmente assumida por motoristas em todos
os ônibus da frota. A notícia se espalhou entre profissionais e usuários de
transportes coletivos da Capital, logo após a alteração na configuração das catracas.

A estudante Ana Cláudia Ferreira, de 19 anos, disse que percebeu alguns ônibus
sem cobradores e achou que esse procedimento fosse ocorrer em todas as linhas.
“Seria muito complicado porque os ônibus estão sempre lotados e isso poderia
tornar lenta a entrada de passageiros nos horários de pico, se a operação
ficasse somente com o motorista”. De acordo com dados da prefeitura da Capital,
os ônibus transportam mais de 8,4 milhões de passageiros por mês.


A dona de casa Fátima Belarmino, de 50 anos, falou que isso seria um caos para
a categoria, imaginando que haveria um alto índice de demissão. “Imagine se
todos esses cobradores fossem demitidos? Seria um estrago!”, exclamou.

O presidente do Sindicato dos Motoristas de João Pessoa, Antônio de Pádua,
explicou que a alteração atinge menos de 20% da frota de 457 ônibus circulantes
da Capital e somente nas linhas de menor movimento.

Ele falou ainda que é inviável fundir a operação do cobrador com a do motorista
porque há um grande fluxo de usuários de transportes coletivos na Capital, o
que iria atrapalhar e tornar lento o funcionamento do sistema.

Abaixo,
a tabela disponibilizada pela prefeitura de João Pessoa com todos os dados
sobre o sistema de transportes coletivos



O
presidente da Associação de Empresas de Transportes Coletivos de João Pessoa
(AETC) não foi encontrado para responder questionamentos sobre esse assunto,
mas a secretária dele informou que a AETC desconhece qualquer informação do
tipo.

A Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa deu a mesma
informação repassada pelo Sindicato dos Motoristas. De acordo com o
superintendente Roberto Pinto, apenas oito linhas da Capital operam somente com
motorista porque elas têm baixo fluxo de passageiros e pouca circulação de
dinheiro.
 
Ele
reforçou que é inviável universalizar essa ideia em toda a frota devido ao
grande fluxo de passageiros no sistema de transporte coletivos da Capital.
 
Situação
contrária em Campina Grande

Ao contrário da Capital, em Campina Grande, todos os 220 ônibus que operam na
cidade funcionam somente com motorista desde o fim do primeiro semestre 
de 2013. O condutor também assumiu a função do cobrador.

O presidente do Sindicato dos Motoristas da cidade, Antonino Macedo, disse que
cada veículo tinha quatro operadores, sendo dois motoristas e dois cobradores,
e que foi feito um acordo com as empresas para que pelo menos 80% desses
profissionais que seriam demitidos fossem reaproveitados.

“Muitos foram treinados para trabalhar como mecânicos, motoristas, fiscais e
despachantes, por exemplos, o que evitou uma demissão em massa”, esclareceu.

Além disso, ele falou que os motoristas que também trabalham como cobradores
recebem 2% de comissão sobre o que é arrecadado nos ônibus com as passagens e
mais R$ 240 de gratificação no salário para compensar o acúmulo de funções.

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