Problemas e desafios para o transporte público brasileiro parte III

Fonte: Comtranslegal
Texto: Josinaldo Neves
Foto: JC Barboza


O transporte público de Campina Grande é bom. Frota com média de vida útil de
cinco anos, uma das mais novas do Nordeste, ônibus bem cuidados e que cumprem a
responsabilidade ambiental, sendo avaliados recentemente pela Federação de
Transportes de Passageiros do Nordeste (Fetronor), através do Programa
Despoluir, que visa à diminuição de gás carbônico na atmosfera, com uma
aprovação de 92%.

Tudo
isto, mostra a preocupação do sistema permissionário do transporte público que
opera na cidade, preocupação esta que vai desde o operador do transporte até o
usuário, passando por várias outras questões, como as de responsabilidade
social e também ambiental, como a medida à cima citada.
 
Existem
muitas outras vertentes a serem exploradas como positivas que são realizadas
pelas empresas de transporte coletivo, mas, no momento é interessante que
nossos leitores se atenham a estas situações que quase ninguém escuta falar,
não se sabe por que razão.
 
No
tocante a responsabilidade social, é importante lembrar e mostrar que as
pessoas com deficiência realizam 85 mil viagens por mês totalmente bancadas
pelo sistema e que 45 mil estudantes pagam apenas metade do valor da passagem,
ou seja, R$ 1,10, ficando a outra metade também para as empresas, sem contar
que 3500 trabalhadores do transporte coletivo campinense participam do
faturamento do sistema. A tudo isso ainda soma-se a menor tarifa empregada em
cidades do porte de Campina Grande.
 
O
problema é complexo, questões desta natureza precisam ser de conhecimento de
todos, afinal, acredito que um transporte público de qualidade só será possível
quando for discutido por todos, empresas, poder público e sociedade.
 
Na
atual conjuntura, vejo uma missão quase impossível o ônibus cumprir aquilo que
à população mais pede, horário, no entanto, só se culpa uma parte por isso,
pura injustiça, notadamente, sabe-se que aqui os coletivos disputam espaços com
os veículos particulares, um dos grandes erros da engrenagem urbana.
 
Por
outro lado, o Brasil deixou de ser rural, as pessoas vieram morar nas cidades e
só lhes sobrou áreas periféricas muito distantes de tudo e de todas as decisões
que ainda em sua grande maioria acontecem, nos corações dos municípios, os
governos se esqueceram do trânsito e do transporte, não pensaram na
infraestrutura para fazer a mobilidade deste povo possível e eficaz, não
pensaram nos adensamentos urbanos e populacionais, desaguando tudo no que
estamos observando atualmente, cidades paradas.
E
agora, qual a receita? Investimentos para reordenar os espaços urbanos,
tornando as cidades prioridades para as pessoas e para os pedestres, incentivo
no sentido de priorizar o transporte coletivo, fazendo com que o seu uso se
torne cada vez maior, além da conscientização do uso do transporte não
motorizado, já o carro particular deve ser encarado nesta ordem de uso, o que
se chama de racional. Transporte público de passageiros, a saída para as
cidades e para o povo brasileiro, a utilização massificada trará a qualidade e
a eficiência tão exigida pela sociedade.

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