Aumento das tarifas desagradam tanto empresários como passageiros

Fonte:
Jornal da Paraíba
 
Foto: Divulgação
A tarifa das passagens de ônibus que
fazem as linhas de características urbanas e rodoviárias da Grande João Pessoa
e das demais cidades do estado tiveram um reajuste de 7% a partir da 0h deste
domingo. O aumento também foi aplicado no valor da passagem da balsa que faz a
travessia Cabedelo/Costinha.

Os novos valores, aprovados na última sexta pelo
Conselho Executivo do Departamento de Estradas de Rodagem da Paraíba (DER),
ficaram abaixo daqueles pretendidos pelas empresas de ônibus. Eles visam cobrir
os gastos com salários de motoristas, cobradores e demais funcionários, bem
como as despesas com combustível, peças de reposição e insumos utilizados pelas
empresas.
 
Para a diretora de transporte do
Departamento de Estradas de Rodagem do Estado da Paraíba (DER), Nilza
Magalhães, o aumento foi pequeno, se forem levados em consideração os gastos
das empresas de ônibus. “Nenhum aumento deixa as pessoas contentes, a não ser o
de salário. Tudo o que aumenta é desgastante, mas temos que lembrar que faz
quase 3 anos que o governador não dá reajuste tarifário. Os ônibus precisam de
manutenção, os salários precisam ser pagos e o diesel deve ser aumentado hoje
(sexta-feira)”, comentou.
 
A diretora revelou ainda que o aumento
deveria ser de 16%, para acompanhar o índice de inflação acumulado desde março
de 2012, quando houve o último reajuste. “Os empresários pediram um aumento que
fosse compatível com os valores atuais, mas o governador disse que não daria.
Se você pensar, a Paraíba foi o único Estado que neste ano ainda não teve
aumento e isso é o que garante a qualidade do serviço”, acrescentou.
 
No Terminal Rodoviário Severino Camelo,
na capital, pessoas que se dirigiam para diferentes cidades paraibanas no
início da tarde de ontem foram pegas de surpresa com o anúncio. A representante
de vendas Roseana Amarante, de 39 anos, é um exemplo. Ela, que mora no bairro
de Mandacaru, mas viaja semanalmente para Campina Grande para visitar os
familiares, considerou abusivo o reajuste. “Viajo toda sexta e retorno na
segunda de manhã. Mesmo pagando a passagem de estudante, continuo achando caro.
Além disso, esse aumento vai pesar bastante no meu orçamento, porque tenho
minhas despesas: pago aluguel aqui em João Pessoa, sustento minha filha, que
mora com meus pais em Campina, tirando meu deslocamento enquanto estou lá, já
que pago o valor integral da passagem”, afirmou.
A empregada doméstica Adriana Germano
de Souza, de 28 anos, também demonstrou descontentamento com a notícia. Ela
mora no bairro Alto das Populares, em Santa Rita, e viaja diariamente para
trabalhar no Bessa, em João Pessoa. “Esse aumento é um absurdo, porque vai
quase a metade do nosso salário só de passagem. E o serviço não é bom, é
horrível. A gente paga para ir em pé, apertado”, declarou, complementando que
já pensa em outras soluções para driblar o reajuste. “Os alternativos serão a
minha opção”.

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