Os 48 anos da Rio Tinto e minhas histórias

Fonte:
Portal Ônibus Paraibanos
Texto:
JC Barboza
Fotos:
Acervo Paraíba Bus Team
Na
última sexta-feira, 26, a Viação Rio Tinto completou 48 anos e em todo esse
tempo, muitas histórias aconteceram. Nesse especial em homenagem ao aniversário
da Rio Tinto, vou contar as minhas histórias com a empresa.

Nasci
no Rio de Janeiro, mas toda a minha família é paraibana das cidades de Sapé e
Rio Tinto cidades que sempre foram atendidas pela linhas da Viação Rio Tinto.
Atualmente, com a aquisição das linhas das extintas Guarabirense e Boa Viagem,
a Rio Tinto é principal operadora da região.
Minha
primeira ida a Paraíba foi em 1981, claro que não lembro de nada pois tinha
dois anos, mas segundo relatos dos meus pais, foi nesse viagem que andei de Rio
Tinto pela primeira vez e na João Pessoa X Rio Tinto Via Sapé/Capim, fico aqui
imaginando qual seria o ônibus… Deveria ser uma lenda…
Minha
volta por lá foi em 1984, quando morei em Sapé por seis meses. Dessa vez tenho
lembranças nítidas. Como andei na linha que citei acima nos seus Ciferais
Líder, como o 1401, 1402 e 1415. Nos finais de semana do verão, a linha era
esticada até a Baía da Traição e como a Bela Vista fazia parte do mesmo grupo,
dava apoio na linha. Era fantástico fazer verdadeiros “rallys” na PB
041 que na época não era asfaltada. Hoje uma viagem que fazemos em 30/40
minutos levávamos quase 3 horas.

Cinco
anos depois, vi chegar o saudoso 1404, que ficava parado na rua de trás da casa
do meu avô. Ficava admirando aquele Marcopolo Viaggio G4 1100 Scania K112 que
ficava próximo a casa do “Seu Gabriel” então responsável pela nova
garagem da empresa, um antigo galpão da Companhia de Tecidos Rio Tinto. Antes
os ônibus ficavam estacionados na rua da mangueira no centro da cidade. Nessa
oportunidade conheci outras linhas da empresa como a João Pessoa X Rio Tinto
Via BR 101, a João Pessoa X Rio Tinto Via Sapé e Cuité de Mamanguape e a Rio
Tinto X Baía da Traição.

Garagem em Rio Tinto
Em
1991 fui passar o carnaval na Paraíba, mais precisamente na Baía da Traição e
passei por um momento inesquecível. No fim do carnaval, voltando para Rio
Tinto, a empresa escala para um horário extra da Rio Tinto X Baía da Traição, o
seu Ciferal Flecha de Prata, esse que foi o ônibus mais antigo que andei.
Fiquei admirando aquele veículo antigo e como era o conforto para os
passageiros da época. Nesse ano também andei no 1428, um Condotierre
reencarroçado de um Ciferal Líder no ano anterior, além de andar no saudoso
Marcopolo III com chassi Mercedes-Benz O-364. Excelente ônibus de conforto sem
igual.
Flecha de Prata da Rio Tinto á direita
Em primeiro plano, o Marcopolo III da empresa
Nos
anos seguintes, passei a ir anualmente a Paraíba, isso de 1996 até 1999. Em
1996 fui com a nove pessoas da minha família e como os táxis disponíveis na
cidade não comportariam toda nossa bagagem, oferecemos 10 reais ao motorista
para nos levar até a porta de casa. Isso no 1403, um Marcopolo Viaggio G4 1100
Volvo B10M ex Andorinha. Nesses anos, andei em quase toda a frota da Rio Tinto,
como os vários Diplomatas que ela teve com diversas motorizações, do tipo
Mercedes-Benz LPO-1113, O-364, OF-1318, Volvo B10M… Os lindos Viaggios
Mercedes-Benz OF-1114, O-365, OF-1318, O-370, Scania K112, Volvo B10M, além dos
Elbuss 320 OF-1318 de 1991.

Fiquei
um longo tempo ser aparecer na Paraíba, voltando em 2005 por apenas uma semana,
aonde vi uma empresa muito mudada, repleta de micro-ônibus na frota e de
pintura nova. Dessa vez não viajei pela empresa, pois fiquei somente por João
Pessoa. No ano seguinte a empresa foi vendida.
 
Em
2007, fui morar na Paraíba e na minha primeira viagem após a volta, no Busscar
Micruss 1470, na João Pessoa X Rio Tinto, o ônibus enguiçou um pouco depois do
acesso a BR-230 em Santa Rita.
De
todos esses anos pra cá, a empresa passou por uma série de mudanças. Várias
mudanças de pintura, fim dos fretamentos para usinas, mas a principal foi em
janeiro de 2010 quando a assumiu as linhas que ligavam a capital ao brejo
paraibano da Boa Viagem, linhas que anteriormente pertenciam a Expresso
Guarabirense. Com isso a empresa adquiriu 28 ônibus. O setor do brejo paraibano
passou a ser o principal da empresa. Na mesma época, a Rio Tinto adquiriu a
Expresso Paraibano em troca de 3 ônibus e solidificou ainda mais sua presença
no brejo paraibano. A pintura atual também foi aplicada na frota da empresa
nesse ano.

Em
2011, a Rio Tinto adquiriu 5 ônibus novos, o que não ocorria fazia 6 anos e por
sorte eu estava na Paraíba e andei nas primeiras viagens dos novos veículos. 
Atualmente sua frota é composta por 34 veículos atuando em linhas intermunicipais e interestaduais, além do turismo.

A Rio Tinto pode não ser a melhor da Paraíba, tem seus erros e defeitos, mas a
admiro, principalmente por fazer parte da minha infância e me proporcionar
momentos de alegria e aventura em seus ônibus.

Conheçam mais a empresa visitando o seu site:

5 comentários em “Os 48 anos da Rio Tinto e minhas histórias”

  1. Fez parte da minha infância também. Todo mês de janeiro ia para Baia da Traição, saia de Campina Grande na Real para João Pessoa, embarcava no das 15:30 se eu não me engano. Era década de 90 e o trecho de Rio Tinto à Baia da Traição não era asfaltado, portanto os ônibus eram de motorização dianteira e mesmo com ônibus extras saiam superlotados. Sem contar o calor e o trânsito congestionado porque naquela época todos os ônibus passavam pela ponte da batalha. Também lembro que na BR 101 nos aclives acentuados parecia que o ônibus não ia conseguir subir, então observava monoblocos, nielsons e marcopolos (todos com motor traseiro o que dava mais potencia comparado ao que eu estava) de diversas empresas nos ultrapassar principalmente da empresa Nápoles que na época fazia a linha Recife x Natal. Chegávamos na Baia da Traição entre 18:00 e 18:30 mas, lembro que uma vez chegamos às 19:00 hrs, e não foi por ter quebrado o ônibus, mas é que demorava mesmo a viagem.

  2. Esse flecha na foto da garagem operava na linha Baia da Traição x Rio Tinto na década de 90 também. Ao meu lembrar ele ficava na Baia da Traição, saia logo cedo mais ou menos 4 ou 5 da manhã retornando ao meio dia e ficava na garagem da Baia da Traição.

  3. Talvez tenho também andado nesse da Paraibano 0645 pois, tenho família em Nova Cruz. Desde criança sempre andei na Paraibano também, saia de Campina Grande na Santo Antonio com destino a Belém e lá embarcava no Paraibano com destino à Nova Cruz. Interessante é que aqui em Campina Grande tinha o ônibus direto da Viação Nordeste que passava em Nova Cruz e seguia para Natal mas, meu pai não gostava do trajeto que passava por Areia e Alagoa Grande. Ele dizia que o caminho ficava mais longo e eu argumentava que os ônibus da Nordeste (naquela época) eram novos e confortáveis diferentes da Santo Antônio e Paraibano posteriormente. E teve vezes que em Belém embarcávamos no Guarabirense que também ia para Nova Cruz (esse tinha como destino Boqueirão uma localidade próximo a Nova Cruz que ficava do lado da Paraíba pois Nova Cruz fica na divisa PB RN mas é município do RN) passando por Caiçara e Logradouro. Na época ir de Belém à Nova Cruz por Caiçara e Logradouro era uma aventura e tanto porque era estrada de chão batido e tinha um rio que quando dava cheia o ônibus não passava.

  4. Pelo que li nesse sítio, esqueceram de falar numa linha, essa mais atual, é entre Campina Grande e Rio Tinto; juntada na Campina Grande para Alagoa Grande, que estava suspenso o serviço, e acrescida e outra, completa o trajeto da linha.

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