Aos olhos dos usuários

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BRTNTUPostagens MISC/Variadas

Fonte: Revista Auto Bus 
Foto: Thiago Sione
Em recente pesquisa divulgada pela NTU – Associação
Nacional das Empresas de Transportes Urbanos -, o tema mobilidade pautou os
principais tópicos do levantamento objetivando a qualidade do transporte
público brasileiro, assunto de grande relevância na atualidade, mas que tende a
cair no ostracismo se não houver o comprometimento de todas as esferas da
sociedade.

Dentre do que foi pesquisado, tarifa social e
gratuidades são peças fundamentais no equilíbrio financeiro das operações.
Afinal, todos querem um modelo de transporte coletivo feito pelo ônibus com
maior eficiência e modernidade, porém isso envolve custos e a pergunta que fica
é: Quem irá arcar com as despesas? O operador? O usuário dos sistemas? O poder
público? Nota-se que a subvenção pública tende a ser um caminho para que o
maior valor das passagens e também das concessões por direito aos beneficiários
de uma política de gratuidade sejam compensadas. Desoneração tributária é outro
item que pode auxiliar para se promover uma tarifa adequada ao bolso de quem
usa os ônibus urbanos, mas a discussão é longa e envolve atitudes concretas e
menos discursos.
No que tange a transporte de qualidade, alguns aspectos
se destacam no levantamento da NTU, como a regularidade do serviço, o tempo de
deslocamento, a segurança, gentileza, informações, dentre outros. São condições
típicas aos olhos dos usuários, que encaram o desafio de se mover nas médias e
grandes cidades perdendo um precioso tempo e com gastos significativos que
oneram os orçamentos de cada cidadão.
Racionalizar uma rede de serviços de ônibus, com a
implantação de corredores exclusivos, nos moldes do Trânsito Rápido de Ônibus
(BRT), é uma das soluções, identificadas pela rapidez na implantação e pelo que
pode proporcionar, como as viagens mais rápidas, o conforto e o caráter
ambiental.
A participação de todos os segmentos da sociedade civil
no desenvolvimento de uma nova era do transporte público será determinante se
realmente queremos mudar o conceito da mobilidade urbana brasileira, que se
encontra em total quadro de engessamento  e que segue para um colapso
generalizado se nada for feito com urgência.
Durante o Seminário NTU 2014, evento realizado em
Brasília entre os dias 27 e 28 de agosto, painéis e exposições enfatizaram, nas
palavras de especialistas e operadores, a necessidade por se buscar a tão
ensejada nova ordem do transporte público feito pelo ônibus urbanos. Questões
como rapidez, prioridade, segurança, tecnologia, investimentos e governança
corporativa foram alguns dos tópicos mostrados para se conseguir níveis
satisfatórios de qualidade aos serviços.
As cidades crescem em um ritmo desenfreado e sem nenhum
planejamento. A demanda por transporte público aumenta e os sistemas já não
acompanham esse ritmo. No intuito de promover a modernidade aos ônibus, nada
melhor que ressaltar a importância de um projeto bem realizado de corredor BRT,
constituindo-se como uma boa prática no sentido de um transporte sustentável.
Mobilizar os interesses coletivos ante aos individuais
na configuração de uma mobilidade eficaz, é antes de tudo, um claro sinal de
desenvolvimento urbano equilibrado, com vistas para um futuro onde a qualidade
de vida dos cidadãos é o que realmente importa.

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