Justiça no Piauí pede o bloqueio dos bens da Itapemirim

Fonte:
180 Graus
Foto: Rodrigo Gomes / Divulgação


O juiz da 4ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública de Teresina, Dioclécio Sousa da
Silva, acatou um pedido de liminar numa ação cautelar impetrada pelo Estado do
Piauí e determinou o bloqueio de bens de um dos maiores grupos empresariais do
país, a Viação Itapemirim. Segundo a Procuradoria do Estado do Piauí, a
Itapemirim, teria declarado, mas não teria feito o recolhimento de R$ 1,6
milhão no ano de 2014 em impostos estaduais, principalmente ICMS.

Para a concessão imediata do bloqueio dos bens, o Estado do Piauí alegou que há
o sério risco do grupo fazer alienações ou ocultação de bens tendo em vista de
que o valor acumulado que está sendo cobrado junto ao fisco piauiense já
somaria R$ 25 milhões.


O bloqueio dos bens será feito preferencialmente via BACENJUD, o sistema que os
juízes usam para bloquear valores nas contas bancárias, mas também serão
enviados ofícios a cartórios de Teresina e ao DETRAN-PI proibindo negociações
dos bens da empresa.

BRIGAS E DENÚNCIAS NA JUSTIÇA

O grupo Itapemirim enfrenta uma crise familiar e judicial deste o ano de 2008,
quando Ignez Massad Cola, mulher do fundador e deputado federal Camilo Cola
(PMDB-ES), 91, morreu. No testamento, ela deixou tudo o que podia para o filho,
Camilo Filho, e nada para a filha, Ana Maria. Ana Maria seria adotada, mas
teria os mesmos direitos do irmão. Ela ingressou na Justiça requerendo R$ 90
milhões de herança. Aos 91 anos de idade, Camilo Cola está tentando se reeleger
nas eleições este ano. Ele declarou patrimônio de R$ 27 milhões.
O
espaço da reportagem está aberto para esclarecimentos da empresa.

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