Conjuntos pneumáticos

Fonte:
Canasvieiras
Foto: Divulgação


Na foto, unidade 1321 com vazamento de ar no
conjunto traseiro, antes de manutenção. “E se um conjunto de suspensão
pneumática vazar em viagem, existe risco de segurança aos clientes?” A
resposta é não.


O ônibus da foto, por exemplo, teve que ficar parado quase um dia desligado
para atingir esta altura. Mesmo que uma bolsa de ar esteja vazando, enquanto o
veículo estiver ligado, ele não vai baixar. “O que ocorre é que, com o
vazamento, o consumo de combustível vai subir, pois o conjunto como um todo vai
trabalhar para recarregar o ar que está vazando. Além disso, o tempo de recarga
do carro vai subir muito, pois o motorista terá que aguardar o restabelecimento
dos níveis mínimos de segurança do veículo cada vez que parar com ele desligado
por alguns minutos. Em suma, ligado, o veículo manterá seu nível de altura como
se nada estivesse acontecendo”, comenta um dos responsáveis.

Danos como este não são comuns. “As bolsas de ar são feitas de material extremamente
resistente. Não existe, em mais de 12 anos de operação com pneumáticos na
empresa Canasvieiras sequer um registro de dano severo, somente danos leves que
levam a pequenos vazamentos. E normalmente, os danos são nas linhas de cabo e
dutos, e não nas bolsas”, comenta.

As vantagens do conjunto pneumático são mais amplas que o conforto do cliente.
” A grande questão operacional é que o veículo vai manter sua altura em
relação ao solo sempre, mesmo com movimentações em lombadas, estando vazio ou
com 50 clientes dentro. O sistema compensa estas diferenças e isto reduz e
muito danos por manobra ou cabeceiras de ponte, se corretamente operado pelo
motorista. No caso das unidades metálicas, com molas, é frequente o dano em
ponteiras traseiras quando não observada a redução de velocidade onde
indicado”.

Estes conjuntos vem evoluindo com o tempo: existe um abismo entre os conjunto
do O500M originais Padron e do O500MA, incluso na frota a partir de 2011. Neste
último, além dos reforços de conjunto, um braço terminal que está instalado em
todos os eixos gera uma segunda compensação. Fixado no chassi e eixo, libera ou
carrega o ar das bolsas monitoradas. “Se este braço se estica, a suspensão
recebe a informação que a carroceria subiu por algum motivo, e automaticamente,
esvazia parte do ar das bolsas para compensar o movimento. Se o braço se retrai
(para baixo) as bolsas recebem carga extra, retornando o veículo a altura
ideal. É um processo simples, e esta simplicidade garante segurança e menores
custos de manutenção neste modelo”, encerra o responsável.

O gerente de logística da empresa aponta para o fim do sistema de molas:
“Com certeza, com o aumento da acessibilidade do conjunto, e do lançamento
de veículos dianteiros com suspensão pneumática, o sistema de molas futuramente
será usado somente em casos de operação severa. Isto será muito interessante,
pois o passageiro terá um nível de serviço maior, com maior conforto, menos
ruído, e o frotista, com um veículo que ao longo da vida, terá menos paradas de
manutenção e menor custo por km”, encerra.

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