O ar que respiro e o calor que aturo

Fonte:
Canasvieiras

Foto: Divulgação

Motores
traseiros sempre tiveram, e terão, um problema adicional nas unidades centrais
ou especialmente dianteiras: circulação de ar e arrefecimento.
É
notório o desenvolvimento das tecnologias, mas ainda assim, a questão pede
sempre atenção e um cuidado especial em planos de revisão preventivos e
preditivos. O exercício é simples: respire normalmente. Fácil, não é? Agora,
coloque um travesseiro no rosto. Complicou, certo? Agora pense em um motor com
18 metros de carroceria entre a corrente frontal de ar e ele. E pense que a
única solução são laterais de grade, que não reterão sequer 20% da circulação
que um motor teria na parte dianteira. É, aqui a engenharia entra em ação.
Os
motores traseiros recorrem as laterais abertas e tampões traseiros com
respiros. Alguns avanços interessantes são vistos nas carrocerias. O modelo
Viale BRT, por exemplo, tem as aletas das tampas aerodinâmicas, viradas para
dentro, melhorando a captação de ar das unidades. O Gran Via da Mascarello,
possui exaustores que ajudam a remover o ar quente de dentro do cofre.
Interessante
que mesmo se tratando de traseiro para traseiro temos diferenças. Usando como
exemplo o Scania K310 de testes e as unidades O-500MA da empresa, temos as
diferenças observadas nas fotos. Nas duas fotos de cima, temos a unidade 5
cilindros. Observe dois itens muito importantes: o motor é menor, o filtro fica
dentro do cofre e especialmente: o radiador é montado em sentido de marcha,
horizontalmente ao motor. Desta forma, ele capta o ar no sentido horizontal
para resfriamento.
Agora,
nas duas fotos de baixo, observe a unidade alemã. O motor é maior (6 cilindros)
e não existe espaço para o filtro de ar no cofre. Além disso, o radiador e
ventoinha são montados verticalmente ao motor. Por esta construção, o filtro é
alocado em outro compartimento no modelo deitado, ou sobre o salão, no caso da
construção padrão do O500MA.
Na
teoria, recolher o ar no sentido de marcha gera melhor resultado, tendo em
vista que este é o caminho da corrente advinda da parte frontal e canalizada
para dentro do cofre, e consequentemente, para o radiador. Porém, a construção
do Scania economiza espaço e evita impactos internos no layout. No caso de um
veículo de 5 portas como este, o Mercedes não poderia ter o filtro rebaixado e
perderia bancos internamente, além de levar calor para área de passageiros (e
não é, de forma alguma, algo agradável).
A
questão se aprofunda quando lembramos que estas construções não são ao acaso ou
pelo espaço: são pela necessidade. Os Mercedes são por elaboração unidades que
operam em maior rotação e temperatura. Desta forma, com certeza a fabricante
busca com a captação horizontal melhor resultado. Já a unidade Scania se
assemelha com os modelos Volvo, rotação menor e consequentemente, menos
temperatura. Desta forma, abre mão do layout horizontal por uma construção com
uso mais inteligente do espaço, porém menor eficiência termodinâmica. Naturalmente,
um cilindro a menos e 50 cavalos a menos gera um coeficiente menor de
temperatura. Desta forma, conforme comentado, são abordagens por necessidade.
O
interessante que esta é uma questão muito inerente a operação urbana. No caso
de veículos rodoviários, devido a velocidade constante e mais alta, a captação
lateral gera excelentes resultados, permitindo o uso de motores com mais de 450
cavalos sem grande relação com a geração de temperatura. É, cada problema no
seu quadrado, não é?

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