Ônibus Paraibanos

Nos anos 70, de cada 10 ônibus brasileiros, 8 são Mercedes-Benz

Fonte: Inbus Transport
Fotos: Acervo histórico Paraíba Bus Team
Com a “taça da Copa de 70” na mão (encerra a
produção do ônibus O-321, que totalizou 9.334 unidades produzidas em 12 anos),
a montadora já integra seus produtos nas principais frotas nacionais: uma das
pioneiras foi a Itapemirim, de Cachoeiro, lá no Espírito Santo.

Estradas? A conhecida transportadora
de passageiros conhecia muito bem os caminhos… Era comum, ver os O-326
ligando o sudeste ao nordeste pelas rodovias Rio X Bahia ou BR-116. Na Paraíba,
quase 100% das empresas que operavam no estado na época, compunha sua frota de
monoblocos.

Em 1974, a empresa continua ampliando suas instalações
em São Bernardo do Campo, com a construção do Prédio 45 (novembro de 1974 –
marco histórico na produção de 20 mil ônibus monoblocos).
Três anos depois, comemora os seus 500 mil motores
diesel montados que deixaram a fábrica paulista, daí somado em ônibus,
caminhões e equipamentos industriais. Até 1978 esteve centralizada no ABC a
fabricação do ônibus integrais, chassis e plataformas destinadas ao transporte
coletivo de passageiros.
Os monoblocos eram os melhores ônibus
da época (como o O-362 e O-355 – este turbinado como o motor OM-355/6 que foram
construídos 3.421 unidades até 1978.

Surge então o projeto de construção da nova planta fabril em Campinas, no
interior do estado e inaugura em 1979 a moderna fábrica de veículos para
passageiros. É lançada então a nova família denominada O-364 com os modelos 11R
urbano, 12R e 13R rodoviário.

Para encerrar a década, o então
presidente da república João Baptista Figueiredo acompanha a viagem inaugural
da linha de ônibus experimental entre Barueri, SP e a capital paulista com um
veículo movido a álcool aditivado. Era a busca por novos combustíveis
alternativos.
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