Por que não foi de ônibus? Presidente da AETC-JP é parado em blitz da Lei Seca e se recusa a fazer bafômetro

Fonte: Blog do Luís Tôrres
Matéria / Texto: Ivyna Souto

O presidente da AETC-JP, Mário Tourinho, foi parado em uma blitz
da Lei Seca no bairro Intermares, em Cabedelo. Os agentes do Detran pediram que
ele fizesse o teste do bafômetro, mas ele negou a solicitação. Diante da
informação de que ele havia bebido, ele teve que entregar o carro a um familiar
que estava com ele no carro. Uma pena branda, na verdade…
Contém editorial de autoria própria do Portal Ônibus Paraibanos.

Editorial: Paulo Rafael Viana
Maaaaas uuuooquêêê?! Antes de começar qualquer coisa,
quero dizer uma coisa que sempre digo aos que se opõem à Lei Seca: o Brasil é
um país livre, mas ninguém é livre pra beber e dirigir. No Brasil você pode ser
menor de idade e matar, assaltar e etc e não ser morto ou ter os membros
amputados como deveria, pode também roubar os cofres públicos e ficar
simplesmente em prisão domiciliar, ao invés de ser decapitado em praça pública
como deveria; enfim, a lista do que se pode fazer nesse país é imensa, resumi
apenas nesses dois exemplos aparentemente exagerados. MAS, a única coisa que
você não pode é beber e dirigir. Ponto. Não, não interessa se foi só uma
gotinha, não, não, nem um tacinha, deixe de teimosia e molecagem. Nem mesmo uma
latinha de 269 ml, não insista. Não pode nada, nem 0,001 %. Não importa se, em
sua opinião você está sóbrio, apto pra dirigir. Não beba e dirija, ponto final.
É tão difícil cumprir isso? Respondendo: infelizmente, é difícil. Tanto é que
nosso amigo jornalista, diretor executivo, garoto propaganda do transporte
pessoense, bacharel em bilhetagem eletrônica quando da prevenção de assaltos a
ônibus e finalmente, diretor institucional da AETC-JP, Mário Tourinho (na
gravura no começo dessa publicação) “caiu”. Só não caiu sem aspas
porque a Lei Seca ainda não é tão rígida e absoluta quanto deveria ser, seja
para o rico ou para o pobre.
Difícil de se cumprir, ao pé-da-letra, na verdade a Lei
Seca não é. É fácil não beber, salvo casos de alcóolatras ativos. O difícil é
sair do conforto e ir para a lama, para o caos. Difícil deixar seu carro em
casa, ir “tomar uma” com os amigos ou seja lá como for e onde for, e
usufruir do nosso maravilhoso sistema de transporte coletivo, nada
especialmente projetado para o cumprimento da Lei Seca tranquilamente. Mais
difícil ainda se for de madrugada e for necessário utilizar o lixo de sistema
que é o bacurau, tetéu, corujão ou seja lá como quiserem chamar: os ônibus que
rodam de madrugada, em pouquíssimos, macabros e cabulosos horários. Aliás, isto
tudo se, em sua localidade dispor de ônibus, pois tem bairros que nem o tem.
Pior ainda ter que pagar uma fortuna em táxi, de madrugada, com tarifa bandeira
2. E claro, nosso querido Mário Tourinho sabe de tudo isso, claro que sabe…
Quem
nunca esperou, por exemplo, o 1502 – Geisel / Alto do Mateus por uma hora e
vinte minutos para ir até a Praça das Muriçocas, para de lá fazer integração
temporal com um 5600 – Mangabeira / Shopping, ter a surpresa de que a
integração não foi feita (foram pagas duas caríssimas passagens) só pra chegar
na praia (que de carro ou moto não seria nem trinta minutos de puro conforto)?
E saindo da praia ter que ir pra integração do Varadouro, simplesmente porque
não tem mais 1502 a partir das 23:30, e mesmo que tivesse, quem seria o asno
corajoso a ficar no meio da rua pelo Castelo Branco, a ponto de ser assaltado e
bolinado, esperando o ônibus no meio do esquisito? Pois é, já aconteceu comigo
isso de ter que me deslocar nesse trajeto, aliás, esse trajeto relatado acima foi comigo. Mas mesmo sendo sujeito a uma
burocracia dessa só pra sair e me divertir, é o jeito, pois eu não iria de
carro ou na minha moto, porque além do risco que é beber e dirigir não só pra
si, mas para inocentes que estão pelo trânsito, eu, no seu lugar, Sir Mário
Tourinho, teria perdido minha CNH, já que além de minha CNH ser PPD (Permissão
Para Dirigir, e em caso de infrações graves ela é perdida) eu não tenho um bom
saldo na minha conta para investir em advogados caso fosse necessário.
Nosso
amigo Mário Tourinho, ou simplesmente Mário Tourinho como é mais conhecido pela
pacata sociedade pessoense, temeu, e já diz o ditado: quem não deve não teme.
Como não estávamos lá nem somos um dos agentes do Detran não podemos afirmar
nada precipitadamente, mas certamente deve ter ingerido algo? Provavelmente
sim, provavelmente não, mas por que se recusar a fazer algo tão simples e
colaborar com o trabalho alheio? O texto publicado originalmente no Blog do Luís Tôrres
não contém muitas informações, apenas as que foram transcritas no começo dessa
publicação.
Mas
se tem uma coisa que podemos dizer, ou melhor, perguntar, é a mesma coisa que
foi perguntada pelo Blog do Luís Tôrres: Bebeu? Por que não foi de ônibus?
Para o Mário Tourinho podemos deixar esse banner usado pelo Detran de
Pernambuco para incentivar a colaboração dos motoristas na Lei Seca:

Essa mensagem é para você, Mário. Cole esse adesivo no seu ônibus, quer dizer, no seu carro: COLABORE!
E para descontrair, que tal essa imagem?
Com isso, encerramos. Acabou sendo mais uma abordagem
sobre o fato que é uma porcaria beber e ter que depender de transporte público,
do que o caso do nosso sábio diretor institucional da AETC-JP ter supostamente
bebido e dirigido, recusado de fazer o teste do bafômetro e não ser punido como
deveria ser se a Lei fosse mais estável e rígida.

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