Anfavea pede incentivo à tecnologia de caminhões e ônibus

Fonte: Automotive Business
Fotos: Paulo Rafael Viana / Thiago Sione

Em um encontro com o ministro do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio (MDIC), Fernando Pimentel, o presidente da Anfavea, Luiz
Moan, apresentou uma proposta para promover a maior utilização
de tecnologias mais limpas para veículos comerciais pesados, como
caminhões e ônibus, e fomentar o seu desenvolvimento no Brasil. O projeto
denominado Novas Tecnologias de Propulsão para Veículos Pesados foi entregue ao
ministro pelo próprio dirigente em reunião realizada na tarde de terça-feira,
26, na sede do BNDES, em São Paulo. Trata-se de um complemento de outro
programa apresentado em julho pela entidade, dedicado incentivar veículos
elétricos leves.

Pela proposta, os incentivos do programa são destinados
ao desenvolvimento de novas tecnologias, com respectivos estímulos para
aquisição e criação de mercado, engenharia e nacionalização progressiva de
componentes. As fabricantes de veículos pesados que quiserem participar devem
obrigatoriamente estar habilitadas às regras do Inovar-Auto.
A Anfavea classifica as tecnologias a incentivar em
oito tipos, que envolvem o uso de todos os combustíveis alternativos:
biodiesel, diesel de cana, biogás, etanol, eletricidade, hidrogênio, diesel e
gás.
Para os pesados, as tratativas são diferentes em
relação aos incentivos pedidos para os carros elétricos, explica o
vice-presidente da Anfavea, Marco Antônio Saltini: “As novas tecnologias de
propulsão para pesados não se restringiriam ao veículo em si, mas sugerem
avançar também nos combustíveis. Essa é uma tentativa de simplificar os
complicadores. Ou seja, propomos uma série de tecnologias existentes no mercado
mundial para, a partir disso, dar início a estudos por parte do governo de como
viabilizar o desenvolvimento local, o que envolve políticas públicas, não só
para montadoras, mas para toda a cadeia”, explica. “Por exemplo, o
biodiesel, que já utilizamos numa proporção de 5%: Podemos aumentar? Em caso
positivo, é necessário mudar a legislação, fazer ajustes. É uma maneira de
agilizar e fomentar a produção local, mas sem importar, o que é diferente da
proposta para leves, que num primeiro momento prevê incentivos para importar
esses veículos que não são fabricados aqui.”
O executivo, também diretor de relações governamentais
e institucionais da MAN Latin America, acrescenta que o projeto é um passo
inicial para que governo estude quais tipos de facilitadores e quais medidas
poderiam incentivar as tecnologias limpas para o mercado de caminhões e ônibus.
“O mundo inteiro está pesquisando novas tecnologias,
que sejam melhores opções ambientais, econômicas e sociais. Se o Brasil quiser
ser pioneiro, tem de investir desde já. E esse investimento deve ocorrer não só
no produto em si, mas também na qualificação de mão de obra especializada e no
desenvolvimento de engenharia e fornecedores locais”, comentou em nota Luiz
Moan, o presidente da Anfavea.

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