Ônibus Paraibanos

Magelys, o super ônibus da Iveco

Fonte: Mobilidade em Foco

Matéria / Texto: Carlos Alberto Ribeiro

Fotos: Divulgação

“Será que a Iveco do Brasil, que tem cada vez mais
diversificado o seu portfólio de produtos, inclusive os de chassis pra ônibus,
pretende lançar aqui o sofisticado Magelys? Potencial de mercado que garanta a viabilidade comercial e o retorno gradativo do investimento
o país tem, basta ter preço condizente”.

O lançamento da versão Magelys pela Irisbus Iveco foi
no ano de 2007. Sua apresentação ao mercado europeu tinha como proposta inicial
o setor de turismo e linhas rodoviárias regulares cujas empresas desejassem
oferecer a seus clientes um ônibus sofisticado, de design inovador e com muita
tecnologia embarcada. Seu sucesso de mercado, traduzido desde então em vendas
crescentes, mostrou o acerto do seu projeto, da excelência das peculiaridades
agregadas tanto na parte mecânica, eletrônica, quanto nas soluções de conforto
e conveniência disponibilizadas no salão de passageiros. A versão batizada pela
nomenclatura técnica HDH, própria para chassis trucados (6 x 2), cujas
dimensões perfazem 3,81 metros de altura e 13,80 metros de comprimento,
mostrou, desde então, ser boa de vendas.

Na época do lançamento do Magelys, a Irisbus Iveco disse que o mote do projeto
que levou ao desenvolvimento do novo veículo foi o de oferecer um ônibus ao
mercado cuja proposta não fosse unicamente o de transportar pessoas, oferecendo
design repetitivo e configuração do salão de passageiros padrão às demais
montadoras de carrocerias. Pelo contrário, queriam fazer dele um espaço ideal
para que os passageiros pudessem realizar uma viagem diferenciada, como se
fosse um passeio, com requinte e conforto. Neste contexto ele surgiu, após
equipes técnicas da Irisbus terem ouvido em clínicas de ensaios e pesquisas de
campo 20 empresas que operavam no setor de turismo, 150 empresas do transporte
rodoviário de passageiros em linhas regulares, 520 passageiros e 118
motoristas. Das ideias colhidas, que não foram poucas, nasceu o esboço do
Magelys.

Construído o protótipo inicial, seguindo as normas pertinentes que regem a
construção de carrocerias de ônibus na Europa, o mesmo foi submetido a 118 mil
quilômetros de estrada, rodando nas mais diversas configurações de estradas,
pavimentadas e de piso misto, além de enfrentar climas diferentes, desde o
rigor do inverno europeu ao verão escaldante. O objetivo foi o de avaliar o
conjunto chassi/carroceria nas mais diversas configurações de piso para obter
dados da rigidez estrutural, nível de ruído, durabilidade mecânica,
funcionamento da parte eletrônica e interação do motorista com o cockpit do carro.
Tudo feito, todas as etapas de avaliação vencidas, 35 milhões de Euros
investidos no desenvolvimento das versões HD (dois eixos) e HDH (três eixos),
eis que foi então apresentado ao mercado o Magelys, um ônibus que sintetiza a
capacidade técnica, e a capacidade da engenharia da Irisbus Iveco.

As linhas externas não seguiram tendências, mas visou promover uma revolução
nos conceitos de design de carrocerias. O formato arredondado da área frontal
visou criar a sensação de uma viagem em uma redoma de vidro. A visão
proporcionada pelas janelas laterais excede a de qualquer outro ônibus do
mercado, privilegiando a vista panorâmica externa. Essas janelas, além de serem
amplas, ainda contam com outras janelinhas acima delas, de formato curvo, que
avançam sobre o teto do ônibus, criando uma amplitude de visão que são únicas
no mercado. Nenhuma outra carroceria disponível no mercado oferece tal grau de
visão do ambiente externo. O nome Magelys foi inspirado na astronomia, mais
exatamente na Nuvem de Megallan. Se o nome já é mágico, o passageiro ao
adentrar no veículo logo percebe a atenção que foi dada a ele no
desenvolvimento desse ônibus.

Há toda uma diferenciação criada para ele, desde os materiais empregados e as
cores utilizadas como forma de oferecer uma viagem agradável e que transmita a
sensação de conforto ao extremo durante a viagem. As poltronas foram
construídas dentro do conceito denominado como “Sublimeo”. Sua maior
característica é o desenho anatômico que visa acomodar de forma correta, segura
e confortável o passageiro, oferecendo diversas regulagens de inclinação do
assento. A visão dela transmite a imediata sensação óptica de relaxamento e
conforto. Outros itens de conveniência também não foram esquecidos. Por
exemplo, a altura interna no salão de passageiros é de 2,10 metros de altura,
altura esta não encontrada em nenhuma carroceria fabricada no Brasil no
momento, cuja dimensão fica entre 1,90 a 2,00 metros. Outros itens também foram
agregados para valorizar o conjunto, como DVD, TV de LCD, geladeira, ar
condicionado ecológico e de controle de temperatura eletrônico, completam o
requinte a bordo. 

Se para o passageiro o Magelys já é ousado, para o
motorista e o empresário ele não deixa por oferecer menos.

O cockpit do motorista também é ousado, com um
cluster de instrumentos sofisticado, com todos os botões e controles
necessários para operar o veículo posicionados de forma ergonomicamente
correta. O conjunto do cockpit, cluster de instrumentos e console cria a
sensação de pilotar uma nave espacial ou um avião de última geração, tal a sua
sofisticação. Seu powertrain (trem de força) é composto pelo motor Cursos 10
SCR, seis cilindros e 450 cv de potência, construído de acordo com a Norma Euro
5. Potência similar aos engenhos de força mais potentes da Volvo e Scania no
Brasil. No entanto, sua transmissão automatizada de 12 velocidades supera as
versões oferecidas no Brasil pela Mercedes, Volvo e Scania, que chegam, no
máximo, a sete marchas.

Numa coisa peca o Magelys, que é na largura da
carroceria, 2,55 metros, cinco centímetros a menos em relação aos ônibus
similares fabricados no Brasil. Quanto aos itens de segurança de série, não
opcionais, o projeto contempla o sistema ABS, ASR e ESP, além de faróis
Bi-Xenon, este último, não disponível para ônibus no Brasil.

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