Taxistas advertem sobre novo protesto contra invasão de transportes clandestinos em João Pessoa

Fonte: Paraíba.com.br

Foto: Lucas Lima
O presidente do Sindicato dos Taxistas da Paraíba,
Antônio Henriques, cobrou da Semob as ações de combate ao transporte
clandestino de passageiros propostas pela prefeitura de João Pessoa, quando da
mobilização ocorrida em julho passado, que paralisou por várias horas o
trânsito no centro da cidade. Ele não descarta um novo protesto nos próximos
dias, diante da pressão que a categoria vem fazendo nesse sentido.

“Os taxistas estão com sua atividade profissional
comprometida pela concorrência desleal e predatória dos transportes
clandestinos que tomaram conta da cidade”, afirmou, citando que diante da
quase inexistente fiscalização, muitos o questionam se a lei só vale para
Campina Grande, referindo-se à recente decisão do Tribunal de Justiça, que
condenou a Superintendência de Trânsito daquela cidade a realizar fiscalização
de forma contínua e eficiente, autuando e apreendendo esses veículos.
Fato público e notório

Segundo Antônio, outros questionam o fato público e
notório de esse serviço ilegal continuar a ser explorado em pontos de grande
movimentação, inclusive por condutores utilizando fardamento e práticas de
cooperativa, a exemplo do estacionamento em frente ao terminal de integração,
na antiga empresa “Empa”, na avenida general Osório, ao lado da
Eletropeças, bem como na frente e nos fundos do restaurante Cassino da Lagoa no
Parque Solon de Lucena.
Outros pontos denunciados ao Sindicato são o
estacionamento turistico existente na av. Getúlio Vargas, em frente ao edifício
Caricé e por trás do INSS. “O mais grave é que além do centro, em quase
todos os bairros da cidade, eles atuam impunemente, a exemplo de Mandacaru,
Padre Zé, em frente à feira livre de Oitizeiro, Costa e Silva e Grotão. Nos
conjuntos Valentina Figueiredo e Mangabeira funcionam praças com tendas de
apoio, em frente à Igreja Católica – ao lado de uma praça de taxi – e na feira
livre”, relacionou.
Na maioria dos casos, a localização acintosa, ao lado
de praças de táxis e pontos e terminais de ônibus, deixa o clima tenso junto
aos profissionais do volante, que preferem não se identificar, com o receio de
ser vítima de alguma violência por parte dos condutores dos clandestinos,
“que utilizam armas e são agressivos até na disputa por passageiros entre
eles mesmo”.

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