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Governo do estado terceiriza rodoviárias de João Pessoa e Campina Grande

Fonte: Diamante online

Matéria / Texto: Lenílson Guedes
Foto: Thiago Martins de Souza

Os terminais rodoviários de João Pessoa e Campina
Grande serão administrados pela empresa paulista Socicam.O Departamento de
Estradas de Rodagem (DER) concluiu nessa sexta-feira o julgamento das propostas
técnica e comercial do processo de terceirização dos terminais. O resultado deverá ser publicado na edição de hoje
do Diário Oficial do Estado. A empresa venceu a Sociedade Nacional de Apoio
Rodoviário e Turístico (Sinart), da Bahia. 

Após assinatura do contrato, a empresa terá 30 dias
para apresentar os projetos de reforma dos dois terminais e seis meses após
aprovação dos projetos para iniciar as obras. O investimento está estimado em
mais de R$ 3,5 milhões, sendo R$ 2,5 milhões para a reforma na capital do
Estado e mais R$ 1 milhão nas obras em Campina Grande. A concessão dos
terminais terá validade de 15 anos.
De acordo com o diretor administrativo do DER,
Felipe Braga, além de analisar a proposta financeira das duas empresas, a
comissão de licitação do DER observou vários itens técnicos, a exemplo de
execução da limpeza dos terminais, manutenção preventiva e corretiva, sistema
de programação de partida dos ônibus, painel eletrônico com informação aos
usuários, sistema de monitoramento, controle de estacionamento, além da
experiência das empresas na administração de terminais rodoviários.
Na proposta inicial do governo do Estado, a empresa
vencedora teria que repassar R$ 500 mil de antecipação de outorga e pelo menos
3% da receita dos terminais por mês. O governo afirma que a terceirização dos
terminais tem o objetivo de evitar prejuízos, já que a receita atual é inferior
à despesa mensal nos dois terminais que compõem o sistema estadual rodoviário.
Com a terceirização, o governo do Estado também pretende melhorar a estrutura
dos equipamentos públicos, além de elevar o número de passageiros nos dois
terminais.
Em julho, o processo de licitação foi suspenso
quando um integrante do Movimento Passe Livre de João Pessoa, contrário à
concessão, rasgou um dos envelopes com as propostas das empresas concorrentes,
inviabilizando o certame. Com a destruição dos documentos, o DER teve que
suspender o processo de licitação em função da quebra de sigilo da
concorrência.
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