Ônibus Paraibanos

Marcopolo fez 15,8 mil carrocerias até setembro

Fonte:
Automotive Business

Foto:
Valério Junior

A Marcopolo registrou
crescimento de 10,4% em sua produção mundial. A empresa alcançou 15.858 unidades
de janeiro a setembro, ante 14.367 fabricadas no mesmo período de 2012, e
atingiu receita líquida consolidada de R$ 2,737 bilhões.  De acordo com o diretor-geral
da Marcopolo, José Rubens de la Rosa, o desempenho da Marcopolo no ano foi
puxado pelo volume de produção alcançado no período de julho a setembro, melhor
trimestre do ano para o setor de ônibus no Brasil. “A produção brasileira destinada ao mercado
interno cresceu 22,6% em relação ao terceiro trimestre de 2012.

Os segmentos de
fretamento e turismo permanecem aquecidos, bem como a demanda por micro-ônibus,
fomentada pelo programa ‘Caminho da Escola’, do Governo Federal, e pelo fluxo
de turistas esperado no período da Copa do Mundo de futebol de 2014”, salienta
o executivo. 


Em contrapartida, a demanda por ônibus rodoviários
de média e larga distâncias e ônibus urbanos apresentou retração desde o início
de outubro. “A queda pontual na procura por ônibus rodoviários deve-se
basicamente às licitações das linhas interestaduais, programadas para o final
de maio de 2014. As atuais concessões expiraram ainda em 2008 e vinham sendo
prorrogadas desde então. Ainda que o edital já tenha sido divulgado pela
Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), os operadores estão, neste
primeiro momento, represando a renovação de suas frotas em razão das incertezas
em relação à continuidade de suas operações”, explica De la Rosa. 

Em relação aos ônibus urbanos, a retração na
demanda resulta do congelamento e cortes nas tarifas municipais de algumas das
principais cidades brasileiras. Para a Marcopolo, o momento é de incerteza para
o segmento urbano, que enfrenta ritmo menor do que o normal. 

No mercado externo, o volume físico de unidades
exportadas pela Marcopolo a partir do Brasil no terceiro trimestre cresceu
11,5% sobre o segundo trimestre de 2013. Além de receitas maiores, também as
margens foram beneficiadas pela desvalorização do real ante o dólar. 

Em relação às empresas controladas e coligadas no
exterior, a produção caiu 6,9% nos nove primeiros meses do ano, totalizando
1.437 unidades, ante 1.543 registradas no mesmo período de 2012. O destaque foi
a Volgren, na Austrália, cuja produção aumentou 9,4% em comparação com os nove
primeiros meses de 2012 e 43,8% em comparação com o terceiro trimestre do ano
passado. 

Em relação ao investimento estratégico na New
Flyer, no Canadá, destaca-se maior volume de entregas nos nove meses deste ano,
totalizando 1.556 unidades, 22,6% superior ao número do mesmo período do ano
anterior. Houve também uma evolução nos pedidos em carteiras (firmes e opções)
ao longo dos nove primeiros meses de 2013, passando de 6.325 ordens em 31 de
dezembro de 2012 para 9.890 em 30 de setembro deste ano.

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