Sai o O-370 e entra o O-371

Fonte:  Portal
Ônibus Paraibanos

Matéria / Texto: Carlos Alberto Ribeiro

Fotos: Acervo Paraíba Bus Team
A exemplo de outras marcas
concorrentes, a Mercedes-Benz está renovando sua linha com seus modelos de
caminhões e ônibus para 1987. Depois desse longo e tenebroso “inverno de
congelamento de preços”, em que viu suas margens de lucro ser derretidas pelos
custos fixos e custos variáveis que se elevaram sobremaneira, a montadora líder
de mercado resolveu acelerar algumas modificações na sua linha de produtos como
forma de sensibilizar as autoridades competentes para fazer uma readequação de
preços e assim poder recompor sua margem de lucro.  

A principal das modificações está nas novas
denominações dos veículos, cuja nomenclatura técnica de identificação foi
mudada. No resto só “perfumaria”, pois o motor modelo OM-355/6 e OM-355 A do
ônibus O-370 RS (dois eixos); OM-355 A e OM-355/6 LA do ônibus O-370 RSD (três
eixos), continuam com as mesmas potências, 240 e 285 cv para o RS; 285 e 326 cv
para o RSD. Mas quem olhar para a plaquinha de identificação do carro monobloco
da Mercedes, situada logo atrás da janela do motorista, abaixo da primeira
janela do passageiro, verá que em vez do logotipo “O-370” está “O-371”. Em
tempo, a mesma placa de identificação se encontra abaixo da primeira janela do
lado direito da carroceria.

Outra novidade foi o lançamento da versão O-371 R, dois eixos, com o motor
OM-355/5, com 200 cv de potência. Motor de cinco cilindros em linha, aspirado,
o mesmo engenho de força que equipava os caminhões Mercedes 1520 e 2220. Esse
motor equipava até o ano anterior os caminhões 1519 e 2219. O O-371 R passou a
ser o ônibus e plataforma de entrada, situada logo abaixo dos O-371 RS/RSD. Mas
se o motor é o mesmo, inclusive a mesma potência, então o que mudou e por que
mudou a nomenclatura de identificação? 

Simples. A principal característica da linha 1987 dos monoblocos O-371 RS/RSD
está na incorporação de diversos itens que na linha anterior, O-370 RS/RSD eram
opcionais e agora passam a ser itens de série, standard. Entre eles está o
tanque de combustível de maior capacidade e com fechadura na tampa, direção
hidráulica, lavador elétrico do pára brisa, pneus radiais, pára brisa com vidro
laminado ray ban, barra estabilizadora no eixo dianteiro, faróis de neblina, 16
alto-falantes e antena eletrônica. E como opcional o retardador de frenagem,
TurboBreak para as versões RS/RSD. Aliás, a Mercedes-Benz foi pioneira no
mercado brasileiro no lançamento desse importante item de segurança, que
permite aumentar a velocidade média de descida de serras, programando a
velocidade e evitando o desgaste do freio de serviço, poupando as lonas de
freio e os discos. A Scania e a Volvo só passaram a oferecer este equipamento
nos seus caminhões e ônibus a partir de 1994 (Volvo) e 1998 (Scania). 

Muita gente pensa que o retardador de frenagem surgiu junto com os caminhões LS-1935
e LS-1941 no ano de 1990. Mas não foi. Seu lançamento foi três anos antes nos
ônibus O-371 RS/RSD e serviu de testes para os caminhões que logo seriam
lançados. Detalhe, somente nos monoblocos foi disponibilizado como item
opcional, pois para o caminhão Mercedes LS-1933, lançado em conjunto com o
ônibus da marca da estrela, o equipamento não estava disponível. E
diferentemente das séries anteriores, essa série trouxe uma novidade: a versão
urbana tinha carroceria significativamente diferente da versão rodoviária, o
que dava uma identidade própria a cada versão. E a versão urbana é considerada
por muitos como, senão a melhor, um dos melhores ônibus urbanos já feitos no
país, monobloco ou não. 

A série anterior, O-364 teve sua produção encerrada como chassi para
encarroçamento por terceiros e o próprio ônibus monobloco em 1986. Embora
permaneceu no mercado por poucos meses a plataforma remarcada, de O-364 para
O-365, cuja produção foi encerrada de vez no final do ano de 1987, com vida
útil de apenas 12 meses, deu lugar a versão O-371 U/UP com o motor OM-355/5 A
de 210 cv de potência. Uma única versão, pois o O-365 Urbano tinha como opção
de motor os modelos OM-352 A (156 cv) e o OM-355/5 (170 cv). 

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