Relatos de viagem: A viagem 13 das últimas 65 do Flecha Azul 7455

Fonte:
Portal Ônibus Paraibanos

Matéria
/ Texto: JC Barboza

Fotos:
JC Barboza
Uma
das empresas mais tradicionais do nosso país, a Viação Cometa, comemora seus 65
anos e faz isso em alto estilo, colocando nas estradas o último Flecha Azul
produzido em 1998 pela CMA e com seu histórico chassi Scania K113. Numerado
como 7455, ele foi totalmente restaurado para esta especial comemoração e
realizará suas últimas 65 viagens nas principais linhas da empresa e
também na São Paulo X  Rio de Janeiro, linha que no passado era da Cometa
e hoje pertence a Expresso do Sul. E claro que a equipe Paraíba Bus Team,
sempre presente nos principais momentos da busologia no país, participou da
viagem de número 13 do 7455 e trará para vocês o relato de como foi essa
agradável e histórica jornada!!!

O
planejamento para essa viagem, começou no dia 25 de agosto, véspera do
aniversário de um dos membros da PBT que quando se deu por conta que a viagem
13 do 7455 seria no sábado feriado de 7 de setembro e logo a São Paulo X Rio de
Janeiro, a mais tradicional linha que a Cometa já teve. Haviam somente 3
passagens para o 7455, todas no corredor, ainda ficou uma certa dúvida entre
participar ou não dessa viagem. Mas incentivado por um membro da equipe OCD holding,
entramos no site da Cometa na noite do dia 25 e houve uma desistência numa
poltrona na janela. A compra da passagem para essa poltrona foi imediata e á
partir daquele momento, começava a ansiedade pela chegada do dia da viagem.
Mas
faltava a compra da passagem de ida para São Paulo, pairava a dúvida em que
empresa ir: Itapemirim, Expresso do Sul, Expresso Brasileiro ou 1001? Qual ir?
Além de um membro da PBT, iriam mais 3 da OCD: Rafael Silva, Rodrigo Gomes e
Felipe Sisley. O Felipe já tinha adquirido a passagem pra ir na Expresso
Brasileiro, nos outros, inclusive nós, ainda restavam dúvidas, decididas
momentos antes da viagem. Nós compramos além da nossa passagem, a de outro
membro do OCD, o Rafael Silva. Quando compramos a passagem, via internet, pensei:
” Os novos G7 da Itapemirim já estão na Rio X SP. Eles são executivos, vou
pagar seis reais a mais do que no convencional e arriscarei, vai que vem o novo
G7!!!” Então compramos a passagem pro executivo da Itapemirim e se ja o
que DEUS quiser. Então, só o Rodrigo Gomes não adquiriu a passagem, como o
fluxo de ônibus na ponte rodoviária Rio X SP é bem intenso, ele deixou para
comprar a passagem na hora da viagem.
Chegou
o grande dia, cansado por passar o dia trabalhando, fui pra casa, tomei um
energético pra aguentar a viagem, me arrumei e fui esperar a carona que me
levaria para a rodoviária Novo Rio para embarcar pra São Paulo, cerca de 30
minutos da minha casa. 

Chegando nas redondezas da rodoviária, havia uma interdição de uma via
principal do centro do Rio, o que causou um engarrafamento monstro e o medo
perder o horário da viagem. A ansiedade era tão grande que a vontade era de
descer e ir a pé, mas tudo se acalmou pois ao nosso lado parou o ônibus que
embarcaríamos para sampa: um G7 da Itapemirim, o 60039. Chegamos na rodoviária
dentro do horário, já que o ônibus sairia ás 23:10. O Rodrigo Gomes deixou pra
comprar a passagem na hora e terminou indo no 8545, um Paradiso G6 4X2, mas
tudo bem!!!  A rodoviária está lotado, lógico, véspera de um feriadão.
Encontramos mais uns amigos que iam pra São Paulo para também participar da
viagem do 7455, todos clicando o G7 da “Mirim”, que naquela viagem,
apesar de toda a sua fama, foi um coadjuvante.

Com
15 minutos de atraso começou a viagem no 60039, o motorista experiente, nos
avisava que o wi-fi do ônibus não funcionava, o que me decepcionou um pouco,
apesar do conforto do ônibus que oferece também água mineral e tomada pra
recarregar baterias do celular.

A viagem foi bem tranquila, pensava eu se iria dormir. Fiquei boa parte do
tempo acordado, dava uma cochilada, vez ou outra acordada pelos inúmeros ônibus
que nos ultrapassavam em direção a Aparecida do Norte. Até mesmo um Elbuss da
Cruzeiro do Sul com chassi Volkswagen 18.320 OT nos passou. Ainda cheguei a ver
busólogos em Resende por volta da 01 da manhã, fazendo fotos ás margens da
rodovia Presidente Dutra. Fizemos uma parada de 30 minutos no Graal de Queluz,
já no estado de SP. Estava cheio, mais de 50 ônibus parado por lá. Pra fazer um
lanche foi um caos, restaurante cheio e caro ao extremo. Voltamos para o nosso
ônibus e continuamos tranquilamente a viagem.

Ás 05:24 da manhã, desembarcamos na rodoviária do Tietê na capital paulista,
demos uma volta na rodoviária e fomos fazer algumas fotos no lado de fora da
rodoviária. Encontramos vários amigos clicando por lá e alguns também
embarcariam conosco no 7455 da Cometa.

Por
volta das 08:00 da manhã. nos dirigimos para o setor do embarque para iniciar a
tão desejada viagem no 7455 da Viação Cometa. Chegando lá, ele já encontrava no
estacionado no embarque, já com várias pessoas tirando fotos neles e todo
aquele alarde que o 7455 traz a aqueles que vão realizar a viagem nele.

A
imponência do ônibus impressionava a todos. A equipe da empresa nos recepcionava
com bastante simpatia a todos que embarcavam. Finalmente embarcamos nele,
sentamos em nossas respectivas poltronas e como sentei distante da nossa
galera, troquei de lugar com outro passageiro para ir ao lado do amigo Rafael
Silva.

O motorista do ônibus, Marcos Ernesto entrou no ônibus, nos saudou e anunciou o
sorteio da miniatura do 7455. Era sorteada o número da poltrona e a pessoa que
se encontrasse nela seria a felizarda. A primeiro sorteada, não tinha ninguém,
somente no segundo sorteio é que o ganhador apareceu.

Um pouco depois das 08:30, horário previsto para a viagem, finalmente a viagem
se iniciava. O ronco do motor do K113 totalmente reformado na fábrica da Scania
na Suécia era impressionante, tirando suspiros de muita gente.

O trânsito era intenso na Presidente Dutra, até bem engarrafado em alguns
trechos devido a vários acidentes. E nessas retenções, muitos motoristas e
transeuntes admiravam e fotografam o 7455 que chama a atenção por onde passa. 

Chegando
a Guaratinguetá, paramos no Graal Clube do 500 para almoçar e claro clicar o
7455. Como sempre tudo bem caro no Graal. Logo após o almoço, já na partida, o
motorista Marcos Ernesto, manobrou para fazermos algumas fotos e seguimos para
a parte final da viagem.

Busólogos clicando o 7455

Por
onde passávamos, busólogos estavam na beira da rodovia, esperando o 7455 para
fazerem seus cliques e eram muitos, até mesmo no canteiro central. A serra das
araras era um momento bastante especial, aonde vários amigos clicavam a bela
paisagem proporcionada pela serra.

Já um tempo depois, chegamos na Avenida Brasil, já na capital carioca e no
finzinho da viagem. Já sentíamos saudades e aquele gostinho de quero mais, de
querer fazer outra viagem no Flecha Azul LXV.

Então
chegamos na rodoviária Novo Rio, terminou uma viagem histórica. A chegada do
7455 na rodoviária foi triunfal, todo mundo parava para olhar e fazer uma foto
do Flecha. Descemos do ônibus sem vontade e realizados por fazer parte dos 65
anos da história da Viação Cometa e do fim da era Flecha Azul em linhas comerciais…legalizadas,
lógico!!!

Ainda
está em tempo de fazer sua viagem no 7455. Não chegou nem a metade das 65
viagens. Confiram no site comemorativo da Cometa as viagens restantes e adquira
logo a sua passagem, garantimos que vale muito a pena.

7 comentários em “Relatos de viagem: A viagem 13 das últimas 65 do Flecha Azul 7455”

  1. A Cometa poderia usar a experiência extremamente bem sucedida da revitalização do Flecha para colocar mais alguns em linhas regulares aos finais de semana. Não existe marketing mais eficiente do que ter os melhores e mais bonitos ônibus brasileiros na ativa.

  2. A melhor forma possível de fazer o marketing da empresa foi essa,reativando um modelo clássico que marcou a minha infância e a vida de inúmeros de nós,busólogos.A meu ver,o Flecha Azul LXV devia ter todos os seus exemplares da Cometa restaurados e recolocados na ativa,mas infelizmente a ANTT não admite veículos com mais de 15 a 20 anos de uso.Exceção se faz á Itapemirim que,sem ter veículos novos o suficiente,acaba usando mesmo os Tribus 3 em linhas do Nordeste e Sudeste,além do Vissta Buss 1999.

  3. Fico imaginando,para aqueles que fizeram a última das 65 viagens no Flecha,como foi,ao chegar na Rodoviária,ter de descer sabendo que a partir dali o Flecha se aposentaria e dificilmente circulará em linhas intermunicipais de novo…

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