Caminhões fabricados pela Tecnobus: CLIP CL10 step, o menor Itapemirim

Fonte:
Mobilidade em
  foco

Matéria
/ Texto: Carlos Alberto Ribeiro

Fotos:
Divulgação
A empresa Tecnobus começou a ser planejada por Camilo
Cola e diretoria do Grupo Itapemirim em 1981, quando a sua principal
fornecedora de carrocerias para encarroçamento sobre chassis pesados, modelo Mercedes-Benz O-355, a
Ciferal, entrou em processo de falência devido ao significativo investimento
para produção de carrocerias pra ônibus urbanos, confiante numa grande
encomenda por parte do governo. Como as tratativas de vendas não evoluíram,
somado a um mercado mergulhado numa recessão brutal, a Ciferal não resistiu ao
baque e fechou as portas.

A Itapemirim e a Cometa foras às companhias de viação
que mais sentiram o golpe. Ambas usavam carrocerias da Ciferal, dos modelos
Líder e Dinossauro. A Itapemirim rapidamente recorreu em 1981 a fabricante
catarinense Nielson e conseguiu um lote de ônibus do modelo Diplomata 2.60
SUPER, chamados de Tribus 1. No entanto, devido a incapacidade da Nielson em
fornecer no prazo acordado a quantidade de ônibus que a Itapemirim precisava,
pois estava em franco crescimento em todas as suas linhas e queria fazer uma
grande renovação de frota, bem como ampliação de unidades, e foram 600 os novos
ônibus encomendados a Nielson, Camilo Cola não viu outra alternativa senão
partir pra fabricação própria.

Assim em 1982 montou na cidade sede do grupo, Cachoeiro do Itapemirim, a
Tecnobus, com vistas a produção de carrocerias de ônibus tanto para a
Itapemirim quanto para a outra empresa do grupo, a Penha. Em 1982 fabricou as
primeiras unidades do Superbus. A partir de 1983 vieram os ônibus de três
eixos, os Tribus 2. Em 1989 reformulou toda a linha, ao lançar o Tribus 3. Mas
a Tecnobus não produziu somente ônibus. Pelo contrário, aventurou-se a fabricar
caminhões. No final dos anos 80 lançou um caminhão semileve, o Clip CL10 “Step
Van”. 

Montado sobre chassi Agrale 1600 RSD – D, o mesmo chassi sobre o qual era
montado o caminhão Agrale 1600D. Dentro do Grupo Itapemirim ele recebeu a
denominação de CLIR – Veículo Cargo. Sendo um veículo pequeno, categoria
semileve, teve como incumbência a entrega de cargas e fazer coletas de
encomendas para a divisão Itapemirim Cargas. Não foi produzido pra terceiros,
somente para uso nas principais filiais do grupo. Seus predicados foram bons.
Chassi Agrale, considerado robusto e de fácil manutenção, além da facilidade de
peças e de assistência técnica. O seu motor, MWM, de três cilindros, também era
um motor consagrado. 

Quem não lembra dos tratores Valmet 65 e 68,
fabricados entre os anos de 1974 a 1990? Trata-se do mesmo motor. Econômico, de
longa vida e com uma relação custo/benefício praticamente imbatível. A caixa de
transmissão, Eaton, tinha cinco marchas a frente e uma a ré. O Peso Bruto Total
(PBT) era de 4.000 kg, A capacidade de carga era de 1.200 kg. Como a Tecnobus
era uma desenvolvedora nata de produtos por excelência pela sua equipe de
engenharia, logo o próprio chassi da primeira “Step Van” nacional, o Clip CL10
deixou de ser da Agrale e passou a ser fabricado dentro da própria Tecnobus.

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