Itinerário eletrônico: Tecnologia a vista

Fonte:
Inbus Transport/Portal Ônibus Paraibanos
Fotos: Acervo Paraíba Bus Team
Vídeos: Kristofer Oiveira
Dos
tradicionais tecidos de cor preta, pintados com tintas brancas, da manta de
percalini serigrafada, a atual frota de ônibus conta hoje com uma tecnologia
moderna na caixa de vista (local onde identifica o destino da linhas) – o
itinerário eletrônico, facilitando num alcance visual  o embarque de
passageiros nos coletivos.

É
comum observarmos no cotidiano de nossas cidades e rodovias, e a começar pela
caixa de vista – quer seja para identificar e mostrar nomes de bairros e vilas,
cidades e localidades por onde o ônibus passará. O itinerário de ônibus é
descrito como um importante item do veículo, pois é ele que mostra o local até
onde o mesmo destinará, seja no processo convencional, ou no mais moderno: o do
tipo eletrônico.

Dos
tempos mais antigos, o itinerário era confeccionado num pano preto com dizeres
pintados em branco, e enrolados num tubo sendo manipulado pelo operador (além,
é claro, das placas indicativas pintadas, sem uma padronização adequada).
Com
o avanço e aplicação de materiais mais modernos, o modelo convencional
atualmente é produzido em material percalini (tecido, manta sintética) na cor
preta (de largura de 900 mm e comprimento em torno de 1200 mm) sendo na altura
(quando visível externamente) 200 mm, enrolados em dois cilindros dispostos
paralelamente num mecanismo lateral, ainda acionados manualmente por uma
pequena manivela (o mesmo acontecendo para o itinerário numérico).
Modelo convencional: lonado, fundo preto e letras brancas
Para
a iluminação é comandado no painel de instrumentos do veículo por acionamento
elétrico (com lâmpadas fluorescentes com capacidade de 20 watts – ainda: 1
reator básico de 24 volts e um inversor também de 24 volts) – isto para a
configuração urbana.

Aos
dizeres são confeccionados em normas padronizadas atendendo aos órgão
gerenciadores de transporte nas localidades de atuação do veículo, sendo sua
produção feita em processo serigráfico (com aplicação de tinta do tipo
silk-screen) – tanto para os modelos rodoviários como urbanos.

Como
observamos, as frotas atuais utilizam-se dos itinerários eletrônicos: que são
aparelhos que tem a função programada, informando de forma “piscante”
o local de destino dos ônibus – tanto nas rodovias como nas cidades.
Existem
dois tipos de itinerários eletrônicos: o pioneiro flip dot (ponto que gira)
acionados por sensores elétricos através de uma programação específica de um
codificador (armazenando as mensagens através de um software baseado em
windows) e também o modelo chamado de light dot (pontos luminosos) com led’s,
que é um diodo que emite uma onda de luz, através de comando elétrico instalado
no ônibus monitorado por um chip – ambos procedentes e idealizados pelos
americanos.
Ônibus com itinerário eletrônico do tipo flip dot

Também
são apropriados para mensagens de caráter informativo como horário, via de
acesso, dizeres associados a datas comemorativas entre outros.

Primeiro
itinerário eletrônico é apresentado em 1975 pelos americanos
Originalmente,
o itinerário eletrônico foi apresentado pela primeira vez nos Estados Unidos em
uso no transporte coletivo urbanos (ônibus) numa conferência da APTA – American
Public Transit Association ( Associação Americana de Transportes Públicos) em
outubro de 1975. Caraterísticas técnicas: possuía 8 polegadas de altura e 12
caracteres.
Anteriormente,
o registro descreve que a utilização deste tipo de display que emite luz através
de comando eletrônico, é de um sistema aplicado numa estação de trem
metropolitano de Nova York – no NYCTA, New York City Transit Authority, no
início de 1974 apresentado pela idealizadora do projeto: a Luminator.

Itinerário eletrônico Luminator mod. GTI max (112 colunas) num ônibus da New Flyer (anos 80)
O
principal objetivo do novo equipamento era de alertar os usuários daquela
estação de embarque/desembarque e localização através de mensagens piscantes
num painel eletrônico inserido nas plataformas. O primeiro itinerário
eletrônico foi do tipo “flip dot” – fabricado pela empresa canadense F-P
Eletronics, fornecidos somente à Luminator americana.
O
modelo light dot também foi apresentado nos Estados Unidos na cidade americana
de Atlanta pela MARTA  – Metropolitan Atlanta Rapid Transit Authority em
maio de 1977 com 4.1 polegadas por altura / 104 mm e 15 caracteres – num ônibus
Grumman da Marta, perfixo 864. Aos americanos, todo sistema de transporte
público é padronizado com itinerário eletrônica.

Primeiro itinerário eletrônico americano do tipo led’s (15 caracteres), Grumman, Atlanta , EUA em 1977


Visualização
do itinerário eletrônico tem princípios da comunicação visual
Como
um instrumento, o itinerário eletrônico segue instruções de normas de comunicação
visual que compreende a cada polegada de altura tem que ser observada a 50 pés
de altura que resultam no urbano uma letra com 165 mm.

Ônibus com display eletrônico, linha e destino juntos
Se
comparados ao modelo convencional, o itinerário eletrônico apresenta melhor
visibilidade, principalmente no período noturno, onde é observado a uma
distância maior o destino e a linha do ônibus.
A
mais de uma década no Brasil
O
itinerário eletrônico foi apresentado aqui no Brasil fazem 20 anos pela
encarroçadora Thamco numa exposição de ônibus realizada em 1993. A empresa
carioca Breda Rio foi a primeira empresa do país a utilizar o novo sistema em
ônibus em 1996.

O
equipamento foi importado dos Estados Unidos pela empresa Danval e o modelo era
o flip dot.
Caraterísticas
do modelo light dot (FRT):

Aplicação em ônibus urbanos e rodoviários, micro-ônibus e vans.

Unidade de controle em formato ergonômico e de fácil utilização, com
apresentação de roteiros e mensagens.

– Capacidade de armazenamento de 1.000 mensagens com até 45 caracteres cada.

– Mensagens de “Bom Dia”, “Boa Tarde” e “Boa Noite”, selecionadas
automaticamente de acordo com o horário.

– Mensagens de emergência (“Assalto”, “Chame a Polícia”) acionadas sempre que o
motorista identificar alguma ameaça a bordo.

– Mensagens institucionais pré-programadas.

– Programação simples, em ambiente Windows, por meio de software específico e
de fácil utilização.

– Iluminação própria, sem lâmpadas.

– Disponíveis nas cores branco, verde e laranja.

– Alguns modelos possibilitam textos em duas linhas.

– Baixo consumo de energia, variando de 30 a 80 watts, dependendo do porte do
painel. 

– Tensão de alimentação com variação de 10 a 30 Vdc.
E
atualmente os itinerários eletrônicos não são utilizados somente na vista
principal do ônibus. Nos veículos urbanos, os itinerários auxiliares dianteiros, laterais, traseiros e até
mesmo os internos, podem ser eletrônicos.

Vista principal e auxiliar eletrônica
Itinerário interno
Itinerário traseiro
Lateral


As
principais fabricantes de itinerário eletrônico do mercado nacional são:

Dimelthoz

FRT
Inova
Mobitec
Translux
SetBus
Lamix

6 comentários em “Itinerário eletrônico: Tecnologia a vista”

  1. Realmente so falta aquele intinerario de 2 cores mesmo,isso seria uma grande novidade para o transporte coletivo da grande JP.

    "Fabio Alcantara"

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