Critérios mais rigorosos: Federação de Transportes quer melhor distribuição tarifária

Fonte:
Paraíba.com.br

Foto: Diego Almeida Araújo

O Superintendente da Federação de Transportes Coletivos do Nordeste
(Fetronor), Eiblyng Scardini, defendeu a necessidade de critérios mais
rigorosos para se atender à redução das tarifas, defendida por empresários e
usuários. Para ele, são necessárias decisões permanentes de políticas de
estado, que correspondam aos anseios da população e não sirvam meramente para
“baixar o fogo” e tirar o povo da rua, para depois voltar ao velho
modelo instituído para o Brasil. “A pauta que está sendo colocada é para
resolver o problema ou é só para discutir ? É isso que precisamos
entender”, questionou. 

Regulamentação – Segundo Eiblyng, uma das alternativas seria o subsídio tarifário por
parte do governo, citando como exemplo os trens urbanos da região Nordeste, que
recebem subsídios para que a tarifa seja de apenas 0,50,que na realidade chega
a custar R$ 4,00.”A diferença é paga pelo governo federal com os nossos
impostos. Por que não utilizar desse  mesmo benefício em relação aos
ônibus, onde no nordeste a população utiliza mais desse meio por não dispor de
metrô e trem ?” indagou. Cita ainda que a recente lei 12.587/2012 da
mobilidade urbana ordena e resolve todas as questões. Basta implementá-la.
Atualmente, em nível nacional, todas as gratuidades ou passes livres
para estudantes, idosos e outras categorias mostram-se injustas, pois o usuário
que paga cobre a tarifa de quem não paga. Para a Fetronor, a população é quem
mais sofre com isso, sobretudo pela falta de regulamentação tarifária, que já
paga impostos e tem recaída sobre si a gratuidade concedida pelos políticos.
Estatização inviável – Apesar de reconhecer a necessidade de melhorar o setor de transportes,
Eiblyng não acredita que a saída seja a estatização dos serviços de concessão
de transporte coletivo. E citou como exemplo a cidade de Recife, onde até
recentemente havia empresa de ônibus estatizada que tinha 32 funcionários por
ônibus, representado um peso para o governo, se comparada à média de 4
funcionários por veículo numa empresa privada. Se a estatização promovesse a
melhora do sistema, não estaríamos vivenciando o caos do sistema de saúde,
segurança, educação, e outros. Somos a favor da melhor eficiência do sistema.
Por fim, ele lamentou o fato de o setor ainda ser deixado à margem dessa
discussão, onde decisões políticas são tomadas à revelia pelo governo, sem
efetiva solução do problema. “Precisamos também desmitificar a visão de
que o empresário é o lobo mau, o bicho papão e que enriquece às custas do
estado, usuário e de uma população pobre. Os anseios e lutas da sociedade estão
em plena harmonia com os desejos e lutas do setor”, concluiu.

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