Ônibus Paraibanos

Primeiro de uma dinastia

Fonte: Vrum
Fotos: Divulgação/Paulo Rafael Viana

Durante
cerca de 40 anos, a Mercedes-Benz produziu ônibus de estrutura monobloco no
Brasil. A dinastia começou com a produção da série O-321, em São Bernardo do
Campo, em 1958. Equipado com o motor OM-321 de 110 cv de potência, o modelo era
oferecido nas versões urbana e rodoviária. Uma unidade na última configuração é
mantida no acervo de veículos antigos da montadora e foi exposta nas
comemorações de 50 anos da DaimlerChrysler no país. 

Até
a chegada dos monoblocos, o mercado brasileiro era caracterizado pelos ônibus
de carroceria montada sobre chassi de caminhão. A Mercedes-Benz inovou ao
oferecer pela primeira vez no Brasil motor traseiro, suspensão dianteira
composta da molas helicoidais e uma estrutura única, de desenho moderno para a
época. Até o final dos anos 50 havia apenas pequenas encarroçadoras, mas em
grande número, como a Grassi e a Metropolitana, extintas.


De
coleção

O supervisor de marketing ônibus da DaimlerChrysler do Brasil, Constantinos
Valtas, conta que o O-321 mantido pela fábrica mantém as características
originais, mas foi comprado de um antigo frotista. Restauramos o ônibus, que
mantinha boa parte das peças. Então, aplicamos um lay-out de pintura que foi
oferecido aos clientes nos anos 50 e 60, conta.

Além do motor OM-321 diesel 5.0 de seis cilindros, a versão rodoviária do O-321
tinha câmbio manual de cinco marchas, transmissão do tipo eixo-cardã e freios
pneumáticos. A capacidade era para até 36 passageiros, ao contrário do modelo
urbano, que levava até 28 pessoas.

A
partir da série O-321, a família de monoblocos Mercedes-Benz evoluiu para os
modelos O-352 (1969), O-362 (1971), O-364 (1978), O-370 (1984), O-371 (1987) e
O-400 (1993). A dinastia dos ônibus de estrutura única acabou em 1997, quanto o
último O-400 deixou a linha de montagem em Campinas (SP). Segundo Valtas a
produção foi interrompida por questões de venda. Tínhamos um produto
diferenciado, e conseqüentemente mais caro. Na metade da década de 90, o
mercado não estava disposto a pagar a mais. Por isso, decidimos encerrar a
produção dos monoblocos e apostar apenas nos chassis, com motorização dianteira
ou traseira.
Último monobloco produzido no Brasil
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