Marcopolo Egito

Fonte: Jornal do Comércio/G1
Matéria/Texto: Affonso Ritter
Fotos: Thiago Martins de Souza

Os
diretores Antônio Fernandes Martins e Oscar Barbieri, da Marcopolo, participam
nesta quinta-feira, em São Paulo, de um café da manhã com o presidente egípcio,
Mohamed Morsi, e uma delegação empresarial. A empresa de Caxias do Sul opera
uma fábrica de ônibus no Egito desde 2009, sendo um dos principais
investimentos brasileiros naquele país. Localizada na cidade de Suez, produziu
500 ônibus em 2012 e tem previsão para mais 500 unidades em 2013. Morsi foi o
primeiro presidente egípcio eleito democraticamente após 30 anos de regime de
Hosni Mubarak, que renunciou em 2011. O Egito alterna com os Emirados Árabes
Unidos a posição de segundo principal destino das exportações brasileiras ao
mundo árabe, atrás apenas da Arábia Saudita. 

Lucro
da Marcopolo cai 29% no 1º trimestre, para R$ 55,7 milhões
Com
pressão de custos e queda nos ganhos com aplicações financeiras, o lucro da
Marcopolo caiu 29% no primeiro trimestre frente a um ano antes, para R$ 55,7
milhões. A receita da fabricante de ônibus subiu 1%, para R$ 767 milhões.
No período, as vendas recuaram 3,9% em volume, para 4,72
mil unidades. A queda foi mais acentuada para os veículos produzidos nas
unidades no exterior, onde o volume recuou 8,38%, para 395 unidades. Nas
fábricas brasileiras, o declínio foi de 3,4%, para 4,33 mil unidades.

Os custos de produção cresceram 3,3%, a um ritmo superior
ao da receita, levando o lucro bruto a uma queda de 7,9% em relação aos três
primeiros meses de 2012, para R$ 149,8 milhões. As despesas operacionais
avançaram 17,8%, contribuindo para o recuo de 25,4% no lucro antes de juros e
impostos (Ebit, na sigla em inglês), para R$ 72,1 milhões.
Os ganhos com aplicações financeiras também foram menores
que os registrados um ano antes. O resultado financeiro ficou positivo em R$
2,5 milhões no primeiro trimestre deste ano, valor 85,4% menor que os R$ 17,1
milhões contabilizados no começo de 2012.
Uma redução no pagamento de impostos impediu um tombo
maior na última linha do balanço. No primeiro trimestre, a Marcopolo pagou R$
18,9 milhões em Imposto de Renda (IR), quase a metade dos R$ 35,3 milhões
desembolsados um ano antes.
Meta de receita 

A Marcopolo reduziu sua meta de receita líquida para o ano de R$ 4,3 bilhões
para R$ 3,8 bilhões. Segundo a companhia, o recuo é resultante da mudança na
contabilização de joint ventures.
Até o ano passado, os números dessas associações eram
consolidados linha a linha no balanço da investidora, de forma proporcional à
fatia no capital. Conforme a nova norma, o registro passará a ser feito em
apenas uma linha na demonstração de resultados, pelo método de equivalência
patrimonial. Nada muda em termos de lucro e patrimônio.
Em comunicado, a Marcopolo revisou também sua meta para
produção no ano, de 35,2 mil unidades para 21,6 unidades. A principal diferença
vem do exterior, onde a empresa atua predominantemente por parcerias: a meta
caiu de 14,2 mil unidades para 2,6 mil unidades. Para as unidades brasileiras,
a previsão agora é produzir 19 mil unidades, contra expectativa anterior de 21
mil ônibus.
A companhia ainda aumentou sua previsão para
investimentos em 2013, de R$ 200 milhões para R$ 350 milhões, para adicionar o
aporte feito na canadense New Flyer no começo do ano.

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