Transporte BRT será implantado em JP até 2015

Fonte:
Portal Correio

Foto ilustrativa, ônibus BRT do Rio de Janeiro

Até dezembro de 2015,
o pessoense contará com o bus rapid transit (BRT), um sistema eficiente de
transporte coletivo que vai reduzir em até três vezes o tempo das viagens de
ônibus. Considerando que o percurso de 5 km do Centro até a praia é feito hoje
em 37 minutos (em média) no horário de pico, numa velocidade de 8 km/h, com o
BRT este mesmo trajeto será feito em 11 minutos, numa velocidade de 28 km/h. A
mudança será possível a partir de um sistema integrado de transporte público
que vai beneficiar os 280 mil usuários que utilizam, diariamente, o transporte
público. O início das obras está previsto para dezembro deste ano. E, por ser
um projeto complexo, o prazo de conclusão após o início das intervenções é de
dois anos.

As
obras envolvem troca de pavimentação, construção de estações de embarque e
desembarque – que substituirão as atuais paradas de ônibus – sinalização,
sistema de controle de ônibus e implantação de vias exclusivas. O valor
assegurado pelo Ministério das Cidades para o BRT e na implantação do veículo
leve sobre trilhos (VLT), ambos dentro do PAC 2 – Grandes Cidades, é de R$ 280
milhões, sendo R$ 188 milhões apenas para o BRT, que envolve quatro grandes
corredores – avenidas Cruz das Armas, Dom Pedro II, Dois de Fevereiro (Cristo
Redentor) e Epitácio Pessoa. As três primeiras contarão com terminais de
integração que serão construídos, respectivamente, em Oitizeiro, próximo ao
Viaduto Ivan Bichara; no bairro de Mangabeira, imediações da Cehap; no bairro
do Cristo, próximo ao Estádio Almeidão.
O
titular da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob) Nilton
Pereira, assegurou que o projeto vai proporcionar a redução significativa do
tempo de percurso. “Hoje, as linhas saem dos bairros para o Centro e se cruzam
em vários corredores, o que ocasiona um excesso de ônibus em circulação por
vias comuns e, em consequência, mais tempo gasto. Com a concretização do
projeto, as linhas saem dos bairros e seguem até os novos terminais de
integração. Neles, o passageiro passará para o BRT e seguirá até o Centro por
vias exclusivas, sem paradas nos semáforos, já que o BRT terá prioridade. Com a
aproximação dos ônibus, o sinal é automaticamente aberto.
“A compra dos veículos
ficará sob a responsabilidade das empresas que têm a concessão para operar o
transporte público na Capital”, ressaltou.
Veículos climatizados – As
estações de embarque serão fechadas. Estas plataformas ficarão no mesmo nível
do piso dos ônibus, a exemplo do metrô. Quando o veículo se aproxima da
estação, as portas abrem simultaneamente às do ônibus.
Os
veículos serão climatizados. Serão ônibus articulados, com capacidade para 170
a 180 passageiros, e biarticulados, que podem transportar até 250 pessoas. As
estações de embarque serão instaladas nos canteiros centrais e serão
climatizadas. Elas contarão com uma tecnologia que informa ao usuário o horário
exato de chegada dos ônibus nas estações de embarque e desembarque e nos
terminais.
JP analisa e reformula projeto – De acordo com o superintendente de Mobilidade Urbana
(Semob), Nilton Pereira, João Pessoa está na fase de análise e reformulação de
alguns pontos do projeto do BRT. “É uma ação grandiosa e o volume de recursos
também é muito grande. Tudo tem que ser bem projetado. As obras vão causar
transtornos em vários locais, troca da pavimentação, construção de estações”,
observou.

A
Prefeitura tem até o final do ano para detalhar e licitar as obras. “Concluída
esta etapa, daremos início ao processo de licitação. Só após esta fase, os
recursos começam a ser liberados e o trabalho iniciado”, disse. Ele lembrou que
há um calendário a seguir. O prazo para assinatura do termo de compromisso com
a Caixa Econômica Federal (CEF) é até 30 de abril.

“Com
o BRT, vamos partir para uma situação em que o transporte público vai ter
prioridade para circulação nas vias. Um transporte público de melhor qualidade
vai atrair a população que usa carro. E quem já usa os coletivos vai andar mais
rápido”, destacou.
Conforme
a assessoria do Ministério das Cidades, a  liberação dos recursos para as
obras do VLT na Capital é feita pelo agente financiador – CEF, de acordo com a
execução da obra. Segundo a assessoria, esta é uma forma de garantir que o
dinheiro não seja desviado e que a obra seja concluída, seguindo o projeto. Os
investimentos nos municípios são feitos por meio de emendas propostas pelos
parlamentares.
VLT: implantação parada – O
secretário-executivo do PAC na Paraíba, Ricardo Barbosa, afirmou que o processo
para implantação do VLT (veículo leve sobre trilhos) em João Pessoa não tem
caminhado. “Há pendências do Governo Federal, através do Ministério das
Cidades, que não definiu qual será o papel da CBTU, que comanda o sistema
ferroviário”, disse.
Segundo
ele, o projeto existe, mas o contrato não foi assinado com o Ministério, dentro
do PAC da Mobilidade. “O Ministério das Cidades tem que definir a participação
que a CBTU terá. Só então, o projeto começa a andar”, completou.
A
reportagem tentou falar com o superintendente da CBTU Lucélio Cartaxo, mas ele
estava em São Paulo. O VLT de João Pessoa está em fase de contratação, segundo
o Ministério das Cidades. A compra dos equipamentos e a execução das obras são
definidas em nível local.

* As imagens usadas para ilustrar essa matéria são do corredor de BRT “Transoeste”, no Rio de Janeiro, apresentado em uma matéria exclusiva aqui no Portal Ônibus Paraibanos no ano passado. Revejam a matéria clicando aqui.

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