Empresário transforma micro-ônibus em veículo apropriado para off-road

Fonte: Vrum

Matéria/Texto: Enio Greco
Desde menino Iraci Capai Júnior, o Juninho Capai,
se interessava por veículos. A empresa tem mais de 50 anos e Juninho agora está
no comando, mas encontra tempo para exercitar sua criatividade. Uma de suas
últimas realizações é um micro-ônibus, que ganhou tração nas seis rodas e
reduzida, para levar amigos pelas trilhas de Minas.  Juninho Capai conta que a ideia de fazer um micro-ônibus
fora de estrada está relacionada ao seu passado. Juninho Capai começou a mexer
as ideias para investir no setor de turismo rural, levando grupos de pessoas
por trilhas e lugares distantes do estresse urbano. O primeiro passo foi
comprar um micro-ônibus Volare A5 2003/2004, de 17 lugares, pelo qual pagou R$
100 mil.

Juninho revela que optou por esse modelo por ter um
bom conjunto mecânico, com eixo traseiro com rodado duplo e a menor distância
entre-eixos, característica importante para trafegar em trilhas e estradas com
curvas fechadas.

Adaptações – O motor original, um MWM 2.8 litros turbodiesel, foi mantido, pois dá
conta do recado com sobra. Mas ele sabia que o veículo precisaria de algo mais.
Ele comprou o sistema de tração, a caixa de redução e o diferencial dianteiro
de um caminhão militar QT de 1936. Com esses componentes, iniciou o processo de
adaptação do microônibus. Foi preciso alargar os diferenciais e elevar as
suspensões em 20cm, deixando o pequeno coletivo literalmente nas alturas. Para
completar o conjunto lameiro, pneus importados reforçados com 10 lonas, também
usados em caminhões de mineração.
Com os diferenciais alargados, as rodas
ultrapassaram a linha da carroceria. A solução foi criar molduras de plástico
nas caixas de rodas, detalhe que ajudou a compor o estilo off road do modelo.
Para não ocupar espaço com as alavancas de mudança de tração e redução dentro
do ônibus, Juninho criou um sistema rente ao assoalho, no qual é preciso apenas
acoplar a vareta no momento necessário. Depois é só tirar e guardar. Tudo muito
prático. 
O processo de adaptação foi concluído em um ano,
com gasto de R$ 60 mil em peças e acessórios. Ele ainda pretende instalar um
sistema de roda livre no eixo dianteiro, para trafegar mais solto no asfalto, e
adaptar o estepe na traseira, no mais puro estilo fora de estrada. O interior
do ônibus não foi modificado e leva 16 passageiros com relativo conforto. O
veículo conta ainda com alguns apetrechos necessários em aventuras na lama,
como guincho e correntes. Juninho lembra que as suspensões foram reforçadas e o
sistema de freios ganhou discos de Ford F-4000.

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