Ônibus Paraibanos

Conhecendo as linhas: 002 / A002 – Róger

Fonte: Portal Ônibus Paraibanos
Matéria/Texto: Kristofer Oliveira
Colaboração: Josivandro Avelar
Fotos: Acervo histórico Paraíba Bus Team

O bairro do Róger é mais um dos mais antigos da cidade e próximo ao centro. Antes, era um bairro de família abastadas, e após a valorização do lado leste da cidade, a elite foi saindo aos poucos. Dividida entre parte alta e baixa, a primeira atualmente é ocupada por pessoas de classe média, enquanto que a segunda por pessoas de classe baixa.

Uma fonte histórica aponta a origem do nome do bairro:

“Primitivamente havia na Capital uma propriedade denomina “Aburinoza” (registrado em 1855) ou “Sítio do Roggers”, nome que provém de seu proprietário, o inglês Richard Roggers, que depois casouse com a paraibana Francisca Romana. A grafia da localidade mudou com o tempo e atualmente nesse antigo local está o bairro do Roger, um dos mais importantes da cidade.”

Na parte alta do bairro, faz fronteira com o bairro de Tambiá, centro e o sítio histórico. Possui uma boa estrutura, além de comércio.

Já no lado baixo, situa-se no Vale do Sanhauá e basta olhar da parte alta para observar os problemas, que são bastante evidente, especialmente a de moradia. Carrega consigo o peso de por décadas abrigar o antigo “Lixão do Róger”, que foi desativado em 2003 e por 45 anos abrigou todo o tipo de resíduo descartável da grande João Pessoa. Apesar do local do antigo lixão ser transformado em parque, a região ainda sofre com as consequências do impacto ambiental dos detritos e gases que ainda se encontram no subsolo, altamente poluído. Também, a parte baixa abriga um dos presídios do estado, que possui o mesmo nome do bairro. A criminalidade no local é considerada alta. Algumas fontes apontam que essa parte baixa da cidade começou a ser ocupado por pessoas que chegavam a João Pessoa vindo do interior e até de estados vizinhos. A proximidade do centro contribuiu para essa ocupação.

Começo do transporte no bairro e as primeiras empresas

Devido à proximidade do centro, tinha uma linha por onde transitavam bondes. A linha era: Tambiá – Cidade Alta. Atualmente um desses bondes pode ser encontrado no museu da Energisa.

Apesar de atualmente passar pela parte baixa a linha férrea da CBTU, João Pessoa x Cabedelo x João Pessoa, o bairro não possui estação.

Após a desativação dos bondes, a Viação Dutra foi a primeira empresa que se tem registro operando a linha do Róger.

Como era hábito antigamente a empresa que estivesse sediada em tal bairro operar as linhas do próprio bairro e das circunvizinhas, é quase certo que a Róger foi a sucessora da Dutra, uma vez que nos anos 70 operava a linha do Castelo Branco, a atual 517.

Porém, em 1978, existe registro da Mandacaruense operando a linha. Ela transitava pela Avenida Visconde de Pelotas para ir ao bairro de Tambiá e seguir até a parte alta. Em 1986 recebe o prefixo 002.

Com a criação da linha 601 – Bessa / Róger, operada pela Setusa, a linha foi desativada no dia 21 de janeiro.

Retorno com a Setusa

Em 1992, dentro do pacote de reestruturação da estatal, que não estava indo nada bem, a linha 002 é reativada no primeiro semestre e efetivada em junho. Assim como ocorre atualmente, a frota era composta por dois veículos, sendo que um transitava pelo Baixo Róger e o outro pelo Alto Róger, apesar de compartilharem o mesmo terminal no Asa Branca.

Por ser uma linha de baixa demanda, e diferente das demais linhas da estatal, o impacto da superlotação, quando ocorria, era mais ameno, devido o seu curto itinerário. Porém, os problemas eram outros: péssimo estado de conservação, higiene e atrasos nos horários devido as constantes quebras.

A linha ficou na Setusa até o dia 06 de maio de 1996, quando foi transferida para Transnacional, após a assinatura da terceirização da estatal.

Tempos na Transnacional

Após momentos ruins na Setusa, a linha teve uma melhora significativa com a Transnacional. Nos primeiros anos, recebia usados de outras linhas, porém, ainda mantendo a qualidade de conservação, coisa antes típica dela.

Dos carros marcantes na linha, se destacam o Torino 1989 com prefixo 0741 e os GV’s alto 0718 e 07129. A partir daí, a linha passou por certa curiosidade: abrigou carros atípicos da frota “transnacionalense”. Após a saída dos dois GV’s, fixou os Viale ex Mauá/RJ (os únicos Viale ex RJ que a TN teve até hoje) que tinham os prefixo 0734 e 0746. Em 2007, os dois carros foram substituídos na frota por Senior Midi, os primeiros midibus que recebeu a plotagem convencional da empresa (lembrando que nessa época tinha três pseudo-opcionais na frota, do mesmo modelo, porém, com a identidade dos opcionais), além de serem os dois primeiros zeros que a linha recebe na TN. Em dezembro de 2010, os dois Senior Midi saem da frota e são substituídos por Torino 2007 OF-1418 adaptados para cadeirantes, sendo a primeira linha com 100% de ônibus adaptados na empresa. Curiosamente, esses dois carros passam pouco mais de 3 meses na empresa, e em março de 2011 são remanejados para Santa Maria, carregando consigo a 002.

Curiosamente, em dois dias na semana normalmente apareciam dois veículos maiores na frota, devido às visitas no presídio, o que fazia elevar a demanda. Na quarta-feira é dia de visita íntima e no domingo, visita normal.

Mais uma empresa na Róger – Santa Maria

A partir de março de 2011, a linha passa a ser operada pela Santa Maria. Na frota, são mantidos os dois Torino do tempo da Transnacional, com os prefixos 06030 e 06043. Quando eles não rodam, é normal no domingo, por exemplo, aparecer o Viale 06041 ou o Torino 2007 06040, seguindo o mesmo princípio que a TN tinha. Os reservas imediatos são os Spectrum City 06028 e 06031.

Foi na SM que a subdivisão da 002 ficou mais evidente, aparecendo na programação do itinerário eletrônico, como A002 – Alto Róger e 002 – Baixo Róger. Nos tempos da TN, alguns carros estavam programados com essa subdivisão, especialmente os que entraram a partir de 2008, porém, esses eram difíceis de aparecerem na frota.

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