Alternativo dribla fiscalização

Fonte: Jornal da Paraíba
Matéria/Texto: Tatiana Brandão
Fotos: Caio Henrique

Os transportes clandestinos, conhecidos como alternativos, estão
cada vez mais sendo um empecilho para os profissionais que trabalham com
transporte público em Campina Grande. Eles invadiram várias ruas da cidade,
fazendo o transporte dentro de Campina e até para outros municípios, como
afirma o taxista Cibério Soares, que também é coordenador de Praças de Táxis
vinculado à Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP). A estimativa das entidades que representam os
trabalhadores autônomos do setor é de que existem cerca de mil veículos
realizando o transporte de passageiros de forma irregular na cidade, enquanto
que taxistas legalizados são apenas 583.

“Há agenciadoras e
existe até pontos que são alugados para manter a atividade irregular”, destaca
Cibério, acrescentando que “o sistema tem crescido tanto que os clandestinos
possuem um sistema de comunicação via rádio tanto para conseguir passageiros
como para se livrarem das fiscalizações realizadas pelos órgãos reguladores do
trânsito”.

 

Os agenciadores atuam nas paradas de ônibus, fazendo a
“coleta” de passageiros. Quando eles conseguem reunir determinada quantidade de
pessoas, mantêm contato com os motoristas e eles vêm até o ponto para pegar os
usuários.
Se antes os alternativos faziam concorrência direta
apenas com os ônibus, hoje em dia eles também invadiram as áreas dos taxistas e
já fizeram o faturamento destes profissionais cair em mais de 50% nos últimos
anos.

“Antes, cada táxi registrava um faturamento de R$ 70,00
a R$ 80,00 por dia. Agora, essa média não passa de R$ 45,00 por dia, o que é um
absurdo ver acontecendo, porque estamos testemunhando e ilegalidade ganhar
espaço e se consolidar, enquanto pais de famílias, que pagam tarifas e têm
grandes despesas para circular dentro da lei, passam por dificuldades para se
manter na profissão”, ressalta o coordenador de praças de táxi, Cibério.

Outro alerta feito com relação ao crescimento do
transporte clandestino diz respeito à segurança, uma vez que os passageiros não
possuem garantias quanto ao serviço pelo qual estão pagando para ir de um ponto
a outro de Campina.
“É comum ver os alternativos desrespeitando as leis do
trânsito, o que é um risco muito grande, porque se acontecer um acidente os
passageiros não têm sequer como reivindicar seus direitos, isso se não
acontecer de o acidente ter consequências mais graves”, enfatiza o comerciante
Álvaro Gomes.

1 comentário em “Alternativo dribla fiscalização”

  1. isso me lembra o atual transporte municipal de Jaboatão Dos Guararapes,em Pernambuco(onde moro desde 1988)!aqui é legalizado.mas,a mentalidade é igualzinha ao mencionado na matéria.e pior,são micros velhos(tem micros do ano 2000/01/02,rodando)superlotados e os caras trabalham de qualquer jeito.se a prefeitura de Campina Grande não entrar em campo,um abraço transporte de onibus,taxi,etc!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

ATENÇÃO: Este conteúdo é protegido.
Como ficariam os ônibus urbanos da Itapemirim? Relíquias do Museu da Itapemirim O amor pede passagem Busscar El Buss da Auto Viação 1001 Número das vendas e exportações de carrocerias de ônibus – 04/2021 Montagens de modelos com o layout da Nacional e Continental O Apache Vip na frota metropolitana da Grande João Pessoa O Apache Vip na frota municipal de João Pessoa Apache Vip da Util Renovação de frota na Boa Esperança