Ônibus Paraibanos

Alternativos invadem ruas do Centro de CG

Fonte: Jornal da Paraíba
Matéria/Texto: Givlado Cavalcanti
Foto: Caio Henrique

É cada vez mais comum
encontrar veículos estacionados nas paradas de ônibus do Centro de Campina
Grande com o pisca alerta ligado. A situação é ainda pior nos horários de pico
no trânsito, entre 12h e 18h, quando carros do tipo minivans e Kombis aumentam
a fila, disputando um espaço com os ônibus urbanos. São em atitudes como essa
que agem os transportes alternativos, oferecendo o serviço de deslocamento para
os passageiros por um preço mais barato que a tarifa de ônibus urbano, que hoje
é R$ 2,10.

Os
destinos normalmente são os bairros mais distantes do Centro. Malvinas e
Bodocongó são os primeiros destinos oferecidos. Mas para quem pretende ir até a
Liberdade, Santa Rosa ou Palmeira, não falta convite. Se a tarifa de ônibus
custa R$ 2,10, os motoristas conhecidos como “alternativos”, que segundo o
Sitrans (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros) somam mais de 100
carros, cobram R$ 2,00 pelo serviço. Mas, como lembra Anchieta Bernardino,
presidente do sindicato, sem garantia nenhuma para os passageiros caso haja um
acidente.
“No
preço de uma passagem de ônibus está incluso o serviço, os encargos, salários
dos motoristas e também o seguro do passageiro, se houver algum acidente.
Nesses carros que agem livremente, os motoristas agridem os nossos operadores e
ficam insistindo para os usuários aceitarem serem transportados”, explicou o
presidente do Sitrans.
No
trecho da Avenida Floriano Peixoto, entre um supermercado e a Arca Titão,
existem seis paradas de ônibus de várias rotas da cidade. Mas, no espaço
destinado ao estacionamento dos veículos permissionados para o transporte de
pessoas, muitos carros alternativos acabam parando e dificultando a fluidez do
trânsito.
De
acordo com um comerciante do local, que preferiu não se identificar, os condutores
param os carros e ficam oferecendo o serviço a quem está à espera do ônibus.
“Eles
param o carro, ligam o pisca-pisca e ficam abordando as pessoas. Cobram R$ 2
pela corrida e ficam dizendo: ‘O carro já vai sair’, para incentivar as pessoas
a não esperarem mais os ônibus. Isso é o dia inteiro. Na hora que tem mais
movimento, a avenida fica cheia de carro. Alguns pegam até uma parte da
calçada. Muita gente acaba aceitando e pega o carro”, contou o comerciante.
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