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AETC lança a 11ª edição do seu Prêmio de Jornalismo

Fonte: Wscom
Foto: Divulgação
 

Em solenidade bastante
prestigiada, inclusive por nomes conhecidos da história da imprensa paraibana,
a Associação das Empresas de Transportes Coletivos Urbanos de
João Pessoa (AETC-JP) lançou, na manhã desta quinta-feira (18), a 11ª edição do
Prêmio AETC-JP de Jornalismo, na sede da Associação Paraibana de Letras (APL),
na capital paraibana. Durante o evento, que foi aberto com um café da manhã no
térreo do prédio da APL, o diretor institucional da AETC-JP, Mário Tourinho,
apresentou o patrono 2012 do concurso, o jornalista Martinho Moreira Franco
que, na oportunidade, motivou discursos emocionados e recebeu diversas homenagens
dos colegas, dentre eles, o amigo Gonzaga Rodrigues e Biu Ramos.

Chegando ao lançamento
do Prêmio acompanhado pela família, Martinho, afirmou receber o tributo com
humildade e destacou a importância da premiação para as novas gerações. “Esta é
uma homenagem que recebo com humildade e que me coloca ao lado de diversos
colegas como Otinaldo Lourenço, Gonzaga Rodrigues, Biu Ramos, dentre outros,
que também receberam a homenagem em anos anteriores. O prêmio é uma ótima iniciativa porque estimula e premia os
jornalistas paraibanos”, disse o homenageado, parabenizando a AETC-JP.
Abrindo a solenidade de
apresentação do prêmio e de seu patrono, Mário Tourinho, agradeceu Martinho por
ele ter aceitado, enfim, a iniciativa da instituição, que escolheu o seu nome
para reverenciar o concurso 2012. “Que bom que agora que aceitou receber esta
homenagem”, brincou Mário, referindo-se à timidez do patrono do Prêmio 2012 e
sua repulsa por holofotes. Em seguida, Mário Tourinho convidou o jornalista
Gonzaga Rodrigues para dirigir algumas palavras ao público presente e
fazer a apresentação do homenageado.
Em seu discurso, Gonzaga traçou um perfil do homenageado,
demostrando, ao mesmo tempo, sua admiração pessoal e respeito que tem pela
carreira do amigo e colega, Martinho Moreira Franco. “Não foi fácil trazê-lo ao
pódio. Desde que seu nome foi cogitado – e por várias vezes- ele sai de si como
se o empurrássemos para um grande constrangimento, que é ser objeto do olhar
público. Talvez porque são poucos os que manjam com mais antena esse olhar
submerso na mais infinita variedade de aparências, que é o olhar do público”,
declarou Gonzaga. Mais adiante ele descreveu o colega de redação. “Afinal, que
jornalista é este que estamos premiando? O jornalista mais enxuto dos textos,
do melhor informe, o correspondente disputado, o que Ruth Avelino alcunhou,
brincalhonamente, de cronista de variedades, o publicitário de texto e de
consultoria, o mais bem informado dos meus amigos”, disse Gonzaga, que antes de
fazer referência ao amigo, lamentou o fechamento do Jornal O Norte e fez
referência a melhoria da qualidade de vida da população brasileira, com os
avanços sociais implantados pelos governos Lula e Dilma.
O Diretor Superintendente do Jornal A União, Fernando Moura,
também proferiu palavras sobre Martinho. “Venho aqui trazer um abraço da A
União, onde Martinho hoje trabalha, e ressaltar a paixão dele pela informação e
pela verdade. Martinho é, em essência, o repórter e, todos os dias, nos
presenteia com sua simplicidade, sua postura, seu talento. Parabenizo a AETC pela
iniciativa e pela sequencia de homenagens que vem fazendo. Ano passado foi
Joana Belarmino, uma mulher de visão, este ano Martinho, outro homem que
engrandece o jornalismo, assim como tantos outros que já receberam o tributo.
Eles são exemplos que devem ser perpetuados”, salientou Moura.
A presidente da API, Marcela Sitônio, que integra a comissão
julgadora do concurso frisou a importância do trabalho em equipe no jornalismo
e se emocionou ao lembrar seu início profissional e de sua convivência com
Martinho Moreira Franco e outros ícones do jornalismo paraibano. “Quero
destacar duas coisas. A primeira delas é que esta premiação é importante porque
quando um jornalista é premiado não é só ele quem ganha, mas toda sua equipe de
editores, fotógrafo, etc. A segunda coisa é que quero agradecer a inciativa da
AETC, que está valorizando também as antigas gerações do jornalismo. Essa é uma
geração que tem muitas lições de vida e muito a acrescentar às novas gerações.
Estou muito feliz e posso afirmar que esse prêmio tem muita credibilidade”,
lembrou a dirigente da API, lamentando que muitos destes talentos hoje estejam
fora do mercado. O presidente do Sindicato dos Jornalistas da Paraíba, Rafael
Freire, também discursou destacando a importância da premiação e a credibilidade
do concurso. “O Prêmio é um estímulo a boa produção jornalística e posso
testemunhar, como membro da comissão julgadora, que nossa produção não deve a
nenhum outro estado do país e que a escolha dos melhores trabalhos é feita com
muito critério”, disse Rafael.
Agradecendo as palavras, Martinho Moreira Franco, por sua vez,
contou um pouco se sua história e falou das influências que recebeu na vida.
“Tudo começou eu ainda garoto com Dulcídio Moreira – Cid Moreira, meu primo
segundo. E também com Luiz de Luna Freira, meu avô materno. Dulcídio, repórter
e programador visual, me deu régua para o jornalismo, Vovô, marceneiro, me deu
o compasso do cinema. E eu comecei no jornalismo escrevendo sobre… cinema”,
disse o patrono do premio AETC. Continuando, Martinho explicou que foi no
jornal “Borrão de Cinema”, do Cine Club Charles Chaplin, que começou a
escrever. “Na época, fui indicado para escrever no Correio da Paraíba, onde Biu
Ramos era secretário de redação”, contou, frisando que foi o mesmo Biu Ramos,
já homenageado também pelo Premio AETC de Jornalismo, que o levou depois para a
Secretaria de Divulgação e Turismo e, em seguida, para A União na época em que
ele era superintendente.
Ao final, bem humorado, Martinho agradeceu novamente a homenagem
e disse não saber ao certo se foi um ‘bom jornalista’. “Antigamente dizia-se
que, para ser um bom motorista, o sujeito teria se sofrer pelo menos uma batida
de carro. E que, para ser jornalista, teria que apanhar pelo menos uma surra,
de preferência na rua. Que tempos, heim? Pois bom, como motorista até sofri
pelo menos uma batida. Como jornalista, porém, só tenho levado surras da
gramática”, brincou o homenageado, arrancando risadas do público.
Encerrando a solenidade, Mário Tourinho, apresentou o material
publicitário da campanha e lembrou que a sistemática para a escolha do
homenageado do ano é feita a partir de avaliações sobre os nomes de
profissionais da imprensa paraibana que tenham contribuído para que o
jornalismo local seja praticado em sintonia com os princípios de liberdade e
imparcialidade, considerando, ainda, que estes nomes contem com a receptividade
e o respeito da própria categoria.
Sobre o Prêmio
As inscrições para a 11ª
edição do Prêmio AETC-JP de Jornalismo poderão ser feitas na sede da AETC-JP,
na Rua 13 de Maio, 103, Centro de João Pessoa, de 22 de outubro a 23 de
novembro. Os profissionais podem inscrever trabalhos publicados/veiculados no
estado da Paraíba no período de 01 de novembro de 2011 a 23 de novembro de
2012. O tema do concurso é livre e serão cinco categorias concorrentes:
Radiojornalismo, Telejornalismo, Internet, Foto e Impresso. Os trabalhos
premiados serão conhecidos no dia 18 de dezembro, em solenidade festiva na
Maison Blu’nelle, em João Pessoa. O primeiro lugar de cada categoria ganhará um
prêmio de R$ 3 mil, o segundo colocado de R$ 1.500,00 e o terceiro de R$
750,00. Todos os vencedores ainda levam para casa um troféu assinado pelo
artista plástico Marcos Pinto. O concurso é realizado pela AETC com apoio da
Transdata, empresa de Bilhetagem Eletrônica.
Vale destacar que a edição 2011 do Prêmio AETC de Jornalismo
superou todas as versões anteriores na quantidade de trabalhos escritos e no
número de profissionais participantes, inclusive, no nível de qualidade dos
trabalhos. No total, 148 profissionais dos principais veículos de comunicação
da Paraíba concorreram com 315 trabalhos. A categoria mais disputada em 2011
foi a de Jornalismo Impresso – Texto, com 137 trabalhos produzidos por 61
profissionais. Em seguida, ficou a categoria Jornalismo na Internet, com 82
trabalhos e 51 profissionais concorrentes. A terceira categoria com o maior
número de inscrições foi a de Fotojornalismo, com 37 trabalhos e 17
profissionais inscritos. A categoria TV foi disputada por 14 profissionais, que
inscreveram 32 reportagens. Já em Radiojornalismo concorreu 16 profissionais
autores de 27 matérias.
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