Ônibus Paraibanos

Vai Andorinha, Vai ligeiro…

Fonte: Portal Ônibus Paraibanos
Matéria/Texto: Philippe Figueiredo
Fotos: Acervo Paraíba Bus Team

…anunciava o jingle rodado diariamente nas rádios Cajazeiras e Alto
Piranhas. Na porta do ônibus ao lado, a senhora Eliete Rodrigues Alves, filha
do empresário João Rodrigues Alves, dono da empresa Expresso Viação
Andorinha
. A empresa foi uma das pioneiras no transporte de passageiros
do sertão paraibano e tinha como sede a cidade de Cajazeiras e ligava
estas cidades  à João Pessoa, capital do Estado. Teve um tempo em que a
viagem de Cajazeiras para João Pessoa, de ônibus, era feita com o trabalho de
dois motoristas. Primeiro, saia um motorista de Cajazeiras até Patos e outro
faria o resto do percurso até a capital. Tempo bom, com tranquilidade, motoristas
descansados e satisfeitos. Tempo da Viação Andorinha (foto) e da Viação
Gaivota.

Depois, tudo mudou. Os novos tempos trouxeram a necessidade de cortar
despesas e a viagem passou a ser feita somente com um motorista. Levaram um
tempo para adaptação. Contam que motoristas faziam, até, duas viagens por dia.
Iam e voltavam de Cajazeiras a João Pessoa. Vê-se, de pronto, que o trabalho
era duro e cansativo.Era comum, no  trajeto entre Cajazeiras e a
capital, algum motorista que não estava de serviço, naquele dia, pegar carona.
Eles costumavam ficar ao lado do colega que estava trabalhando. A conversa era
longa. E se conversava muito, até para que o sono não batesse.
Certa feita, na ocasião em que um motorista de folga pediu
carona,colegas de empresa começaram a conversar.Sobre o que falavam? Ora, sobre
o tempo em que dois motoristas faziam o percurso. Tempo bom, era o que
lembravam.Este motorista, de folga, contou que na sua primeira viagem sozinho
de João Pessoa a Cajazeiras estava muito cansado. Resultado: dormiu que roncou.
E caiu num buraco, num barranco. Por sorte, não aconteceu nada mais sério. Foi
mesmo? Foi.
O motorista pergunta ao carona: “- Mas e aí, o que
aconteceu? O que a empresa resolveu?”
Responde o carona:”Num deu problema muito, não. Mas o dono da
viação veio conversar comigo e perguntou o que aconteceu”.
O motorista pergunta ao carona: “- e o que tu
disse?”
E a resposta: “-eu disse que não sabia o que ocorreu,
porque quando eu acordei já tava no buraco.”
Então, tá explicado.

Bons tempos não acham? Pois é nas décadas de 60 e 70 viajar ao interior
paraibano possibilitava ao passageiro ter opção para viajar. Para viajar ao
sertão, por exemplo tinham empresas como Gaivota, Patoense, Ipalma, Andorinha e
posteriormente a Maranata. Hoje somente a Guanabara, que herdou todas as linhas
então destas empresas é unânime na região.
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