Ônibus Paraibanos

Associação quer adotar nome de Metrobus para BRTs no Brasil

Fonte: Jornal Floripa
Foto: JC Barboza

A associação das empresas de ônibus
urbano levará proposta às companhias do setor para adotar no Brasil o nome de
Metrobus para os BRT’s (Bus Rapid Transport). BRT é um sistema onde ônibus de alta
capacidade trafegam em corredores com sinalização e superfície especiais e os
passageiros embarcam em estações, pagando antes pela passagem. Nos próximos
anos, o país planeja construir 1.272 km dessas linhas em 24 grandes cidades,
com investimento de R$ 21 bilhões.Deste recurso, R$ 8,4 bilhões virão
da iniciativa privada para a compra de ônibus e sistemas de sinalização. Os
empresários têm a expectativa de que esse novo sistema poderá tirar o setor,
que fatura R$ 28 bilhões ao ano, do atoleiro. A cada ano, o sistema perde
passageiros e reduz seus ganhos com o uso de ônibus comuns.

“Quem não se adaptar ao novo
sistema, vai morrer”, diz Otávio Cunha, presidente da NTU (Associação
Nacional das Empresas de Transporte Urbano), que preconiza integração entre
ônibus e outros sistemas como trens e metrôs.
A intenção de mudar o nome é para que
o novo sistema não seja confundido com ônibus comuns. O nome é o mesmo usado na
Cidade do México, onde o sistema é integrado com o metrô e vem sendo bem
sucedido.
O ministro das Cidades, Agnaldo
Ribeiro, cobrou a mudança do nome no encontro do setor, ontem em Brasília. O
seminário contou com a presença de especialistas internacionais. Entre eles
Guilherme Calderon, diretor do sistema mexicano, e Brendan Finn, especialista
em BRT’s que já avaliou a implantação desses sistemas em todos os continentes.
Finn diz que em todo o mundo o BRT
tem dificuldade para se diferenciar como uma nova alternativa de transporte.
Ele compara à situação dos bondes, que morreram na década de 1950 e depois
renasceram como VLT na década de 1990 e hoje são muito aceitos por políticos,
técnicos e população.
“Apesar dos bons resultados,
alguns políticos e técnicos consideram BRT solução para os pobres e acabam
preferindo soluções ‘mais avançadas’. A grande ironia é que eles falham em observar
que cidades como Paris, Nova Iorque, Seul e Londres estão fortemente investindo
em ônibus”, afirmou Finn.

Os primeiros resultados de
implantação desse sistema novo em grandes cidades, como no RJ e SP, estão sendo
considerados bons, com redução de tempo de viagem em 23% e consumo de
combustível de 50%.
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