Ônibus Paraibanos

Marcopolo fará ônibus para o PAC Equipamentos

Fonte: Empresas de ônibus.com.br

Dos 8.570 ônibus que o programa
federal comprará via PAC Equipamentos, cerca de 4 mil serão encarroçados pela
Marcopolo, por meio de suas unidades de negócios Volare, em Caxias do Sul, e
Ciferal, em Duque de Caxias (RJ). De acordo com Carlos Zignani, diretor de
relações com investidores, o cronograma estabelece entrega até o fim deste ano,
mas admite que parte dos lotes deverá ficar para 2013.

Para atender à demanda de
aproximadamente 2 mil unidades, dentre eles mil com tração 4×4, a Volare terá
de praticamente dobrar a produção diária no segundo semestre. Ao longo dos seis
primeiros meses do ano, a média foide 15 veículos/dia, número que precisará
chegar perto de 25.
Zignani revela que a empresa já
ampliou o quadro de funcionários e que trabalhará praticamente todos os sábados
até o fim do ano, exceto a partir de 27 de dezembro, quando a intenção é de
suspender as atividades e conceder férias. Para a Ciferal, onde será montado um
modelo urbano tipo micrão, não estão programadas mudanças significativas, até porque
a unidade tem operado abaixo de seus volumes tradicionais. Pelos dados da
Associação Nacional dos Fabricantes de Carroçarias, no primeiro semestre a
produção de ônibus na fábrica carioca teve redução de 5%.
Outra empresa de Caxias do Sul que
terá de acelerar seu ritmo de produção será a Agrale, responsável pelo
fornecimento dos chassis para os modelos Volare que serão agregados à frota do
programa Caminhos da Escola.
Zignani expressa confiança de que o
segundo semestre, especialmente a partir do último quadrimestre, será de
retomada, ainda que lenta, da atividade industrial automotiva pesada. Ele
destaca que o crescimento será mais acentuado no setor de ônibus, enquanto em
caminhões e implementos rodoviários tende a ser mais demorado. Mas não crê em piora
do quadro atual. “O governo deve anunciar, nos próximos dias, novas medidas de
estímulo, agora mais focadas na infraestrutura. Isto aliviará a situação das
fabricantes de caminhões e implementos”, diz. 
Para o diretor da Marcopolo, o País
precisa aproveitar este momento de preparação para eventos esportivos como a
Copa do Mundo 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 para crescer e atrair
investidores. Apesar da gravidade no cenário externo, especialmente na Europa,
ele observa que o Brasil tem adotado medidas que devem amenizar os impactos da
crise. Mas alerta para o fato de que o País terá, a partir de 2016, uma conta
grande para pagar em função de todos esses investimentos.
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