Ônibus Paraibanos

Faltam abrigos em 45% das paradas de ônibus em João Pessoa

Fonte: News Paraíba
Matéria/Texto: Aline Martins/Celina Modesto

Em João
Pessoa, faltam abrigos em 776 das 1.726 paradas de ônibus espalhadas pelos
bairros e que atendem, diariamente, 287.640 passageiros, conforme dados da
Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob) da Capital. De acordo com o
órgão, aproximadamente 950 paradas (55% do total) da Capital possuem abrigos. A
ausência desses equipamentos prejudica aqueles que necessitam aguardar por um
transporte coletivo. Algumas pessoas recorrem a marquises de casas e prédios e
até mesmo árvores para se proteger do sol e da chuva.

Na Rua
Olívia de Almeida Guerra, no bairro do Cristo Redentor, o aposentado Osvaldo
Bezerra, 82 anos, precisou se proteger do sol debaixo de uma árvore de pequeno
porte que estava ao lado de uma placa que indicava parada de ônibus. Ele
afirmou que seria importante que todos os pontos de ônibus tivessem as
coberturas metálicas porque muitas mulheres gestantes e com crianças de colo,
além de idosos, esperam até mais de 20 minutos por um coletivo. “Seria
interessante que a Superintendência colocasse abrigo porque oferece mais
conforto aos passageiros”, disse.
Por outro
lado, a passageira Maria Dulce Albuquerque, 69 anos, que esperava o coletivo na
Rua Napoleão Duré, no Cristo Redentor, disse que a instalação de abrigos é
importante para a proteção do sol e da chuva, mas comentou que alguns
proprietários de residências, onde há algumas paradas, não gostam de ter esses
tipos de pontos porque temem que sejam espaços para sejam instrumentos que
facilitam a subida de ladrões para a prática delituosa. “Além disso, que sirva
de ponto de observação das outras casas da rua”, observou.
Licitação será aberta para construção
De acordo
com o diretor de planejamento da Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob),
Adalberto Araújo, os critérios para implantação de abrigos em paradas de ônibus
são a demanda de passageiros e o tamanho da passagem. “Mesmo que uma parada
tenha um grande número de passageiros, para implantarmos o abrigo com segurança
é preciso que a calçada tenha no mínimo 2,50 m de largura para que a traseira
do ônibus não se choque com o abrigo. O abrigo deve ficar no mínimo 50 cm
afastado do meio fio para evitar acidentes. Tivemos muitos acidentes e por isso
trocamos os abrigos de concreto por de estrutura metálica, que é mais leve”,
afirmou.
O diretor
ainda afirmou que, além disso, o sentido no qual as pessoas esperam pelo
transporte público também é um critério. “A prioridade é implantar abrigos em
paradas no sentido bairro-centro, que para onde as pessoas se deslocam e, por
isso, esperam pelo ônibus. Faremos uma nova licitação para aquisição de
abrigos, dentre eles, menores para calçadas mais estreitas”, disse.
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