Ônibus Paraibanos

Marcopolo, há 30 anos produzindo em Ana Rech

Fonte: Abrati
Localizada em Caxias do Sul-RS, a principal unidade encarroçadora da Marcopolo ocupa área total de 471.000 metros quadrados, sendo a área construída de 88.000 metros quadrados. Conta com os mais avançados equipamentos e instalações e, somente nos últimos três anos, recebeu investimentos superiores a R$ 50 milhões, sobretudo para modernização dos equipamentos, melhoria da qualidade, aumento de capacidade produtiva e para ergonomia e maior conforto dos empregados.Em Ana Rech, trabalham 6.726 colaboradores. Vejam aqui nessa matéria mais informações sobre a fábrica de Ana Rech, da Marcopolo!

Na unidade está localizado também o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Marcopolo, onde mais de 300 técnicos e engenheiros se dedicam à contínua evolução e aprimoramento dos veículos. Ali é projetada a maioria dos modelos que rodam pelo mundo e são produzidas as unidades especiais, concebidas sob medida para atender às necessidades dos clientes. A Marcopolo concentrou em Ana Rech a fabricação de componentes e equipamentos para os veículos, como poltronas, painéis de acabamento, laterais e revestimentos internos, entre outros. As peças produzidas são também enviadas para as demais unidades da empresa no Brasil e no exterior.
A unidade de Ana Rech foi inaugurada em 1981, com o objetivo de suprir a crescente demanda de produção de ônibus que havia na época. A construção havia sido iniciada três anos antes e o projeto exigiu a implantação dos mais modernos sistemas de fabricação, que foram planejados e desenvolvidos para se alcançar alto grau de racionalização e produtividade. Dez anos após a fundação, a fábrica comemorou a produção do ônibus 60.000, um rodoviário Paradiso da então Geração IV. Em 2001, a unidade Ana Rech foi considerada “fábrica modelo”, pela eficiência dos seus equipamentos, pessoal especializado, processos industriais e desenvolvimento do produto. No mesmo ano a unidade inaugurou sua Estação de Gás Natural, desenvolvida para reduzir o consumo de energia elétrica e criar uma matriz energética sustentável.
Considerada o centro nervoso de toda a Marcopolo, a fábrica de Ana Rech é onde se processam todas as operações SKD e CKD para vários países. Também ali são desenhados e configurados todos os veículos a serem produzidos pelas demais unidades. Desde 2003, a Marcopolo Ana Rech dispõe de uma moderna pista de testes, que facilita e torna mais rápido o desenvolvimento de novos modelos, a implementação de mudanças e a detecção de eventuais falhas. Em 2004 foi inaugurada uma nova linha de montagem e, em 2006, a fábrica inovou com a implantação do Sistema de Qualidade Produzida.
Além das áreas de produção, administração, comercial e de engenharia, a fábrica de Ana Rech contempla um Centro de Treinamento para capacitação dos empregados e de clientes, além de uma unidade da Escola de Formação Profissional Marcopolo, voltada à aprendizagem de menores da comunidade. A unidade conta também com ampla estrutura de suporte aos empregados, como restaurante, serviços médicos, farmácia, bancos, despachantes, seguradora, biblioteca e loja conveniada.
Mudanças na estrutura para aumentar a competitividade – Com o objetivo de aumentar a competitividade e a independência de suas operações, e coincidindo com aniversário de implantação da unidade Ana Rech, a Marcopolo introduziu várias mudanças em sua Unidade de Negócio Ônibus. As atividades foram divididas em quatro regiões: 1) Brasil, 2) Américas, 3) África/Índia e 4) Ásia/Pacífico.
Novos executivos foram nomeados para dirigi-las. A partir de agora, as três fábricas brasileiras passam a ter gestão única, tendo em vista aumentar sua produtividade e eficiência. O diretor-geral da Marcopolo, José Rubens de la Rosa, explica que as mudanças visam preparar a empresa para um novo e vigoroso ciclo de crescimento, tanto no Brasil como no exterior, tornando a companhia ainda mais competitiva e moderna. Na Unidade de Negócio Ônibus, sob gestão do diretor Carlos Casiraghi, com divisão em quatro regiões e a nomeação de um diretor para cada uma, Lusuir Grochot passa a ser o responsável pelas operações fabris no Brasil, que envolvem as plantas de Ana Rech e Planalto, em Caxias do Sul, e a Ciferal, no Rio de Janeiro. Paulo Andrade assumiu a região Américas, com as unidades da Argentina, Colômbia e México; Gelson Zardo está no comando das fábricas da África do Sul, Índia e do Egito, e Wang Chong, da região Ásia / Pacífico, que compreende os mercados da Rússia e da China.
A estrutura organizacional da Marcopolo teve mudanças também em outras diretorias. Em uma delas, Milton Susin, até então diretor de Recursos Humanos e Aquisição e Logística, assumiu o comando da Unidade de Negócio Volare no lugar de Nelson Gehrke, que passa a cuidar da área de Aquisição e Logística. Não houve alterações nas áreas de Estratégia e Desenvolvimento, sob o comando de Ruben Bisi; Engenharia, com Edson Mainieri, e Controladoria e Finanças, José Valiati, que compõem a diretoria executiva da empresa.
Responsabilidade social como prática diária voltada aos coloboradores e à comunidade – Na Marcopolo, a responsabilidade social é uma prática diária e perfeitamente mensurável a qualquer instante e para onde quer que se olhe. Sua expressão mais evidente, mas nao a única, é um programa permanente que oferece oportunidades de qualificação profissional, num primeiro momento, e emprego, posteriormente, para pessoas portadoras de deficiência. O programa tem possibilitado que pessoas com deficiência visual, auditiva, mental, física ou múltiplas ingressem no quadro de colaboradores da empresa, depois de passarem pelo curso Operador de Veículos Automotores. No curso, eles se submetem a treinamento específico para o desempenho de atividades profissionais em diferentes áreas.
A capacitação profissional é feita considerando aptidões específicas, talentos e necessidades especiais. Abrange temas técnicos, comportamentais e sociais. Tem a duração de 800 horas e é ministrado na Escola de Formação Profissional Marcopolo, em convênio com o Senai. A principal diretriz desse e de outros programas e projetos estabelece que eles devem, obrigatoriamente, beneficiar crianças, adolescentes, idosos e portadores de deficiência. São alcançados, prioritariamente, os colaboradores, suas famílias e a comunidade.
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