Muita confusão e bagunça na nova bilhetagem eletrônica imposta pela AETC-JP nessa sexta-feira

Fonte: Portal Ônibus Paraibanos
Matéria / Texto: Paulo Rafael Viana
Começando essa matéria com esse título logo de cara parece até uma chamada com o narrador da Sessão da Trade, que sempre narra as chamadas dos filmes de comédia da tarde com essa sintaxe, mas não é. Na verdade essa matéria irá falar sobre como foi o primeiro dia de operação do novo sistema de bilhetagem eletrônica, que causou muitos transtornos e atrasos à população como já era de se esperar. Reclamações e falta de esclarecimento necessário não faltou nesse primeiro dia, sexta-feira (8), com o novo sistema, e aqui nessa matéria mostraremos como foi na sede da AETC-JP no Centro da capital que tudo ocorreu, não deixem de conferir essa matéria!

Hoje quando eu estava indo para o Centro, exatamente para fazer a cobertura desse acontecimento, peguei um 106 – Geisel / Cruz das Armas que é uma das linhas operadas pela Unitrans > Reunidas. As pessoas que estavam no ponto de ônibus começaram a embarcar, e a cobradora auxiliou muito bem as pessoas perante o novo sistema, sem nenhum stress ou ignorância em nenhum momento: bastava encostar o cartão no novo validador e esperar alguns segundos para o cartão ser convertido para o novo sistema. Porém com alguns cartões não aconteceu como previsto e era preciso que fossem trocados. Da penúltima parada do Geisel até a primeira de Cruz das Armas eu consegui contar quatro cartões que tiveram esse problema, e os portadores desses tiveram o direito de embarcar gratuitamente no ônibus pela porta dianteira, como foi citado que poderia acontecer, nessa matéria. Com o meu cartão não houve nenhum problema, e foi convertido com sucesso, descontada a tarifa e liberada a catraca normalmente.
Ao chegar em Cruz das Armas, desci para embarcar em outro ônibus propositalmente e experimentar o sistema de Integração Temporal. Embarquei em um ônibus na linha 102 – Esplanada / Costa e Silva, encostei meu cartão e a catraca foi liberada, informando que a integração temporal foi realizada normalmente, não descontando assim nenhum centavo.
Nesse ônibus também o cobrador auxiliou muito bem as pessoas, além de ter colocado para embarcar gratuitamente quem teve problemas na leitura do cartão.
Chegando na Lagoa deu para notar que a AETC-JP se esforçou e preparou um esquema para atender a demanda da população com dúvidas e problemas com a nova bilhetagem eletrônica. Se esforçou, mas certamente nem a AETC-JP imaginou que a demanda seria tanta mesmo num pós-feriado, onde algumas escolas e locais de trabalho funcionaram normalmente. Na foto abaixo, uma funcionária da AETC convertendo o cartão dos usuários em uma tenda (foto ao lado) montada no Parque Solón de Lucena:
Naturalmente com essa mudança os ônibus atrasariam devido ao maior tempo que eles permaneceriam parados com cada passageiro embarcando e verificando seus cartões, tentando validá-los, tirando da carteira para tentar fazê-los pegar, descendo para embarcar por outra porta que não tivesse a catraca, enfim, vários fatores já eram esperados de acontecer.
Nessa foto ao lado, um grupo de pouco mais de 21 pessoas embarcando num carro da São Jorge na linha 104 – Bairro das Indústrias. Algumas delas tiveram que descer e embarcar pela porta traseira já que os cartões não estavam sendo lidos corretamente. Já na foto abaixo, passageiros embarcando num carro da Unitrans > Transnacional na linha 202 – Geisel / 2 de Fevereiro; detalhe para o momento em que uma passageira teve a leitura de seu cartão feita com sucesso com a seta verde confirmando o fato:

O problema de demora é natural, mas mais demorado ainda era quando o ônibus tinha apenas um operador, ou seja, o motorista, que nesse caso abrange o cargo de cobrador. Ele que tinha que se encarregar de liberar o validador, de auxiliar o passageiro caso não desse certo a leitura, abrir a porta sem catraca para embarcar quem teve problemas e olhar ao mesmo tempo para ver se ninguém se aproveitava para embarcar gratuitamente sem tentar validar a passagem. Pelo que eu observei, a Viação São Jorge colocou um despachante na Lagoa para auxiliar nesses casos. No registro abaixo feito na Lagoa, um ônibus sem cobrador da própria São Jorge na linha 110 – Jardim Planalto com passageiros embarcando:
Chegando na sede da AETC-JP no Centro, na Rua 13 de Maio, tinha mais gente do que se imaginava e esperava. A fila para entrar no prédio da AETC para resolver o problema nos cartões estava bem mais que fora do próprio prédio, passando pela calçada da Lojas Maia e chegando até a esquina das lojas Narciso e Esplanada. No registro ao lado vemos a frente da AETC na tarde dessa sexta (8), e na foto abaixo vemos a fila ao longo da calçada:

Antes de continuarmos, vamos àquele ditado que diz “Dê a César o que é de César” e sejamos realistas, em dois pontos: primeiro que os cobradores em sua maioria atenderam e trataram as pessoas muito bem perante o novo sistema, felizmente as pessoas foram bem auxiliadas, dentro dos ônibus ao mínimo. Segundo que vamos expor bem os números:
Tá certo, todos se conformaram com os transtornos, desorganização e com as filas de tartaruga no prédio da AETC da 13 de Maio nesse primeiro dia de operação. Mas uma coisa é certa: não tinha apenas 80 pessoas lá embaixo com problema nos cartões. Em entrevista ao telejornal JPB1, da TV Cabo Branco, o diretor executivo da AETC-JP, Mário Tourinho, disse: “Mas num contexto de 500 mil cartões, você viu aqui que nós temos umas 80 pessoas”. Já em entrevista exibida no JPB2, o mesmo Mário Tourinho se aproximou um pouco mais dos números reais, dizendo: “Temos somente dentro do município de João Pessoa cerca de 500 mil cartões e imagine que mesmo somando essas filas todas, filas que não gostaríamos de tê-las, corresponde a 200, 300 pessoas, é um universo muito pequeno”.

Fila para resolver problemas no cartão. Foto no Terminal de Integração do Varadouro
Nas duas imagens mostradas logo acima vemos que passa além de 80, 200 e 300 pessoas. Isso só na 13 de Maio, já que também na Rodoviária e no Terminal de Integração do Varadouro estava sendo realizado esse tipo de atendimento. Se formos somar tudo como o diretor executivo da AETC-JP sugeriu, daria bem mais que isso ao longo do dia, e seria um universo muito maiorzinho. Para somar ainda mais, vamos somar todas as pessoas que estavam dentro do prédio, nos turnos da manhã, tarde e noite. Isso não é exatamente um ataque ou crítica dura, não somos jornalistas, apenas temos um hobbie por transporte público em geral e o compartilhamos aqui com quem também o tem, mas apenas vamos expor bem algumas coisas, dar a César o que é de César, como diz o ditado:)
Tudo bem que essa mudança iria trazer esses transtornos no começo, claro, mas será que ela era realmente necessária? Segundo a AETC-JP, essa mudança irá trazer “mais avanço e modernidade”, como foi citado em um panfleto disponibilizado aos usuários nessa sexta-feira. Bom, se vai trazer mais avanço e modernidade será muito bem-vindo, e depois de tanto transtorno, isso é o que todos os usuários esperam agora, já que ouvi muita gente dizer que não precisaria dessa mudança, pois a leitura e escrita dos cartões nos validadores da Empresa1 (sistema anterior) era bem rápida.
No mais, parabéns a todos os que se esforçaram para amenizar os problemas nesse primeiro dia de operação da nova bilhetagem eletrônica de João Pessoa. E que nesse sábado, tudo seja mais organizado. Nos próximos dias exibiremos aqui no Portal Ônibus Paraibanos uma matéria completa apresentando mais detalhes e funções do novo validador, aguardem =)

3 Replies to “Muita confusão e bagunça na nova bilhetagem eletrônica imposta pela AETC-JP nessa sexta-feira”

  1. Andre Pontes disse:

    Culpa da AETC, bando de incompetente da porra. Tem que tocar fogo nessa porcaria, passei a tarde nessa fila por causa desses idiotas.

  2. Anônimo disse:

    Dr Mário Tourinho, o senhor é um inconsequente! Pense melhor nas consequências antes de inventar um negoço desses, prejudica toda a cidade.

  3. Anônimo disse:

    Um absurdo passer 7h numa fila, e Mario Tourinho dizer que uma pequena parcela precisaria fazer a troca. E as filas da 13 de maio e da rodoviária estavam gigantesca porque os estudantes só podiam fazer a troca nesses postos, a da integração estava minúscula se comparado as outras. Ms também eles tiveram um prejuízo ai, Pq o tanto de gente q andou de graça e o tanto de cartões que foram feitos, nao q isso abale muito o bolso deles, mas…

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