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Credores e Busscar intensificam as negociações para remarcar assembleia

Fonte: ClicRBS

Após a suspensão da assembleia de credores, no dia 22, a Busscar corre contra o tempo para ajustar as propostas do plano de recuperação com os credores. Nesta quinta, no período da tarde, o advogado dos ex-sócios, Dicler de Assunção, reúne-se com a Deloitte, responsável pela elaboração do documento, para encontrar uma solução para os conflitos de interesses constatados até agora.
Assunção foi convidado pela empresa e diz não saber o que será apresentado nesta tarde.
— É preferível deixar de imaginar o que pode ser feito e trabalhar com algo realmente concreto —, argumenta. 
Para ele, esta é uma oportunidade de discutir de forma rápida uma proposta que seja satisfatória para os interesses dos credores.
A necessidade de chamar o representante dos ex-sócios, Valdir Nielson e Randolfo Raiter, tios do atual gestor, Claudio Nielson, é o impacto que o voto deles causa na aprovação do plano. Eles são responsáveis por mais da metade do total da dívida dos credores quirografários e podem decidir sozinhos a posição desta classe.
O Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região não teve mais contato com a Busscar desde a semana passada. 
— Dicler está encabeçando uma possível nova proposta. Estamos aguardando o resultado destas reuniões para nos manifestar —, diz o presidente do sindicato, Evangelista dos Santos.
Paralelamente a estas discussões, o presidente da entidade pretende conversar com o BNDES para entender qual é a intenção do órgão em relação à Busscar e colocar na mesa a posição e a situação dos trabalhadores diante do processo de recuperação.
Esta nova rodada de negociações com credores é uma determinação do juiz Maurício Povoas, que suspendeu a assembleia por entender que ainda não foram esgotadas todas as possibilidades.
— As conversas sinalizam que empresa e credores estão dispostos a encontrar uma solução. Isso é positivo —afirma o administrador judicial Rainoldo Uessler, que acompanha as reuniões de longe e não deve interferir nas negociações. 
Ele aguarda o término dos diálogos para marcar uma nova data e local para a assembleia. O prazo estipulado pelo juiz Povoas foi de no máximo 60 dias a partir do dia 22.
— Por enquanto, não recebemos propostas viáveis. A Deloitte comanda as negociações para tentar adaptar possíveis mudanças à realidade da empresa —, argumenta Euclides Ribeiro, advogado da recuperação judicial da Busscar. 
Se as reuniões não trouxerem novidades, a assembleia será com as propostas já apresentadas.
A partir desta quinta, o plano de recuperação e a ata da primeira parte da assembleia estarão disponíveis na sala da OAB, no Fórum.
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