A caminho de uma frota acessível

Fonte: Revista Sentidos
Matéria / Texto: Felipe Carrasco
Fotos: Divulgação
As pessoas com deficiência que utilizam cadeira de
rodas podem viajar mais tranquilas e confortáveis. A Sunflower Turismo investiu
no segmento e conta, em sua frota, com dois ônibus acessíveis. Ambos são
dotados de um elevador para embarque e desembarque de cadeirantes. Trata-se do
primeiro equipamento do tipo direcionado para o turismo executivo no Brasil. Em
São Paulo, é o único nesses moldes. Dario Toledo Piza, gerente comercial da agência de
viagens e transportadora turística especializada em receptivo, revela como
surgiu a ideia de viabilizar o projeto.  
 
“Nós desenvolvemos um trabalho de
atendimento voluntário às crianças da AACD há 10 anos, o que demonstra que
sempre tivemos a preocupação em atender às pessoas com deficiência. Em novembro
de 2010, um diretor do nosso grupo, passando por uma feira de produtos
acessíveis, observou um elevador específico para auxiliar essas pessoas e
chegou à conclusão que o produto seria um recurso a mais para esse pessoal”
“Nosso objetivo é substituir, aos poucos, toda a
frota, hoje composta por 15 veículos”
Para colocar em prática a ideia ocorreram algumas
adaptações. “Foi feito um recorte na parte superior do ônibus para que se
colocasse uma porta, que dá na mesma altura do piso interno, onde ficam as
poltronas. Já o elevador se localiza no bagageiro. Além de todas as vantagens,
ocupa pouco espaço”
, explica Dario. As dificuldades ocasionadas pela
cadeira de rodas sempre se transformaram em um empecilho para que os
cadeirantes viajassem em ônibus. Diminuir esses transtornos e ajudar a realizar
o sonho das pessoas levaram a empresa a tomar essa iniciativa.
A colocação do equipamento e a adaptação da
carroceria não alteraram a configuração dos ônibus. “Continuamos com o mesmo
número de poltronas, ou seja, 48. Para embarcar um cadeirante é preciso retirar
um par de poltronas. Com isso, quando usamos duas cadeiras, o veículo trafega
com 44 lugares convencionais e duas cadeiras de rodas”
, revela Dario.

Em função da quantidade de cintos de segurança, os
ônibus conseguem levar apenas duas cadeiras de rodas. Mas isso não impede que
mais cadeirantes viajem no veículo. “Procuramos priorizar a pessoa com
deficiência que não consegue fazer a transferência para o assento convencional.
Existem muitos casos em que o cadeirante prefere se mudar para a poltrona”
.
Quando a Sunflower resolveu investir nesse
segmento, encontrou algumas dificuldades. “Passamos um tempo procurando
alguma montadora de carrocerias que se interessasse pelo tema. Muitas
recusaram. Contudo, a Irizar aceitou o desafio, mobilizou sua equipe e levou o
projeto em frente”
, conta o gerente da empresa.
A colocação do equipamento e a adaptação da
carroceria não alteraram a configuração dos ônibus
Em função da quantidade de cintos de segurança, os
ônibus conseguem levar apenas duas cadeiras de rodas. Mas isso não impede que mais
cadeirantes viajem no veículo. “Procuramos priorizar a pessoa com
deficiência que não consegue fazer a transferência para o assento convencional.
Existem muitos casos em que o cadeirante prefere se mudar para a poltrona”
.
Quando a Sunflower resolveu investir nesse
segmento, encontrou algumas dificuldades. “Passamos um tempo procurando
alguma montadora de carrocerias que se interessasse pelo tema. Muitas
recusaram. Contudo, a Irizar aceitou o desafio, mobilizou sua equipe e levou o
projeto em frente”
, conta o gerente da empresa.
A colocação do equipamento e a adaptação da
carroceria não alteraram a configuração dos ônibus
Dario Piza ressalta que o processo de funcionamento
do equipamento não apresenta nenhuma dificuldade. “Nossos motoristas não
precisaram se submeter a qualquer treinamento específico. O manuseio é tão
simples que o próprio cadeirante pode realizar a operação. No entanto, por
questões de segurança, o funcionário da empresa faz o embarque e o desembarque
da pessoa. Tudo de uma forma muito fácil”
.
Os ônibus adaptados são utilizados em qualquer tipo
de viagens, com ênfase no mercado corporativo, segmento mais atendido pela
empresa. “Nosso intuito, quando abraçamos o projeto, foi colaborar com a
inclusão e não com a exclusão. Portanto, as pessoas com deficiência podem
usufruir dos nossos veículos em todos os seus serviços”
, avalia o gerente.
Aumentar a frota
A empresa, que já conta com duas unidades
adaptadas, aguarda a chegada da terceira para os próximos dias. “Nosso
objetivo é substituir, aos poucos, toda a frota, hoje composta por 15 veículos”
,
afirma. “Nós usamos nos ônibus que atendem às pessoas com deficiência um
adesivo bem grande, que mostra uma mão estendida segurando o símbolo da cadeira
de rodas. É para mostrar que nossos produtos são verdadeiramente acessíveis”
,
completa Dario Piza.

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