Ônibus Paraibanos

Híbrido da Volvo será destaque na Rio+20

Fonte: Blog Ponto de Ônibus
Matéria / Texto: Adamo Bazani

O transporte coletivo é uma das principais frentes não apenas para a melhoria da mobilidade das cidades, mas também das condições de vida e do meio ambiente.
Sistemas de ônibus ou metrô, se bem operados, podem convencer o cidadão a deixar o carro em casa, o que significa menos escapamentos nas ruas e menor poluição do ar, que anualmente agrava os problemas respiratórios dos moradores de grandes e médias cidades e provocam a morte de pelo menos 3 mil pessoas em seis capitais brasileiras.

Quando os transportes públicos aliam este ganho ambiental por tirar carros das ruas com soluções tecnológicas não poluentes, os benefícios para a população e para a economia são maiores ainda. As internações por conta da poluição representam custos que poderiam ser evitados e empregados em ações não reparadoras (como internações), mas que garantam desenvolvimento econômico e social.
Por isso que o ônibus Hybridus 7700 será lançado oficialmente na Rio + 20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que vai ser realizada no Rio de Janeiro entre os dias 13 e 22 de junho.
O ônibus rodou por mais de um ano fazendo testes em cidades como Rio de Janeiro, Curitiba e São Paulo.
O modelo será o primeiro veículo híbrido da Volvo a ser produzido fora da Suécia, sede da companhia. A produção será na planta de Curitiba, no Paraná.
A Volvo, em meados dos anos de 1990, esteve envolvida na fabricação de um ônibus elétrico híbrido em parceria coma empresa brasileira Eletra, mas no final do projeto, os engenheiros brasileiros saíram da parceria sob orientação da matriz sueca.
Mesmo assim, entre 1996 e 1997, sobre chassi Volvo B 10 M, circulava pelo corredor ABD, que liga São Mateus, na zona Leste de São Paulo, ao Jabaquara, na zona Sul da Capital Paulista, passando pelos municípios do ABC, o primeiro elétrico híbrido de forma comercial.
Hoje, o veículo articulado tem um motor da Mercedes Benz e a parte elétrica continua da Eletra. A Mercedes não se envolveu no projeto e a adaptação foi por parte da companhia de tração elétrica.
O ônibus elétrico híbrido da Volvo que vai ser feito em Curitiba não será monobloco como o ônibus da Suécia. Monobloco é quando chassi, motor e carroceria formam o mesmo conjunto.
No Brasil, a empresa vai fazer o chassi e equipá-lo com os motores e a tecnologia.
As reduções da emissão de alguns tipos de poluentes podem chegar a 90%.
O veículo tem dois motores que se revezam no funcionamento do ônibus, por isso o nome híbrido.
No caso do veiculo da Volvo, o motor elétrico funciona na hora da partida e até o ônibus atingir 20 km/h.  Depois disso entra em ação o motor a combustão, movido a biodiesel.
O ônibus não precisa ser conectado a fontes externas de energia elétrica. Ele vem com um conjunto de baterias carregadas de fábrica e seu funcionamento gera a energia necessária para recarregar as baterias.
Para isso, há o uso da frenagem regenerativa. A energia produzida pelo motor a combustão que não é usada no momento das freadas é reaproveitada e mandada para o conjunto de baterias. A frenagem regenerativa é muito usada nos carros da Fórmula 1. O atrito dos freios também gera energia que não é desperdiçada.
A Volvo optou pelo funcionamento do motor elétrico em baixas rotações para aumentar os ganhos ambientais.
A maior parte dos poluentes gerados por um ônibus é quando ele mais faz força, que é no momento do arranque. Além disso, um ônibus queima muito combustível sem utilidade quando está parado.
De acordo com a fabricante, um ônibus durante sua operação fica 50% do tempo parado, seja em pontos, congestionamentos e semáforos. E é nestes momentos que o motor a combustão se desliga completamente no modelo.
SISTEMA DE CURITIBA TERÁ AS PRIMEIRAS UNIDADES:
Os serviços de ônibus de Curitiba e região metropolitana serão os primeiros a receber os ônibus híbridos da Volvo.
Já foram encomendados 60 veículos que serão entregues gradualmente.
A primeira linha a receber os novos ônibus será a Interbairros I, que atende os bairros ao redor do centro da capital paranaense.
Quando vierem mais ônibus, serão atendidas as seguintes ligações:
Detran-Vicente Machado, Água Verde – Abranches, Ahú – Los Angeles e Jardim Mercês – Guanabara.
Com a implantação dos ônibus Ligeirões biarticulados, movidos 100% a Biodiesel, a cidade de Curitiba conseguiu reduzir em 63% os níveis de poluição nas linhas atendidas por estes veículos.
Com a implantação dos ônibus híbridos, a redução dos poluentes deve ser maior ainda.
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