Vai de carro ou VLT?

Fonte: Diário de Cuiabá
Matéria / Texto: Kamila Arruda
Um dos projetos mais polêmicos para a Copa do Mundo de 2014, e que vem desde o princípio causando muitas controvérsias na sociedade e também no Poder Público é a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande. Segundo a Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa), o novo modal é um dos principais legados que a Grande Cuiabá terá com a Copa, pois disponibilizará para os usuários de transporte coletivo rapidez, qualidade e maior conforto. Muitas autoridades acreditam que com a implantação do VLT as pessoas vão preferir usar o transporte coletivo ao carro particular. Leiam mais sobre esse tópico de mobilidade urbana!


Entretanto, boa parte da população não concorda com esse pressuposto e ainda afirma que as pessoas que pensam desta forma possuem veículo próprio e não precisam utilizar o transporte coletivo para se locomover. A funcionária pública Alacil Maria de Pinho acredita que ninguém gosta de usar o transporte coletivo, e usa somente porque precisa. Ela afirma que mesmo com a mudança no sistema de transporte, a preferência das pessoas por um veículo próprio não irá mudar. “Ninguém vai preferir esperar a ter um carro”, afirma.

Luciana Leite também concorda com Alacil e afirma não querer mais andar de ônibus mesmo com a chegada do VLT, e por isso está fazendo economia para que durante este ano compre um carro popular. “Ônibus, BRT, VLT, não importa, quero ter meu próprio carro e poder ir a qualquer lugar sem precisa esperar, ou ter que andar do ponto até o local onde preciso ir”, ressalta. A funcionária pública Azenil Maria, possui carro, mas acredita que o dinheiro que será gasto com o VLT poderia ser investido em outras áreas mais essenciais da sociedade, como por exemplo, a saúde e a educação. Além disso, ela acredita que as escolas públicas também podem ser melhoradas para oferecer um ensino de qualidade para as crianças. “Vão gastar tanto dinheiro com esse tal de VLT, mas esqueceram que o pronto socorro de Cuiabá e Várzea Grande estão em crise e que há muitas escolas precárias”, pondera.

Um dos objetivos do Governo do Estado e da Prefeitura da Capital com a implantação do novo modal é desafogar o transito que atualmente conta com uma frota de 310.868 mil veículos, incluindo motos, caminhonetes, carros, ônibus e outros. Uma fonte da Secretaria de Transportes Urbanos da Capital, que não quis se identificar, afirma que a Grande Cuiabá ganharia mais com um projeto de ônibus rápido atrelado à abertura de novas vias. Contudo, ao que parece o município não tem tanta liberdade para dar opiniões nos projetos relacionados à Copa do Mundo. O VLT só passará para o controle do município depois de pronto. Até lá, o projeto, licitação, implantação, execução e funcionamento é de responsabilidade do Governo do Estado.

2 comentários em “Vai de carro ou VLT?”

  1. É sempre uma linha de pensamento a ser levada em conta: como adotar soluções de trânsito que priorizem o transporte público uma vez que as pessoas não abrem mão de seu transporte individual. Não compraram um carro em 60 prestações para deixá-lo parado na garagem nem para pegar o metrô de Nova York.

    Por isso qualquer mudança passa pela consciência do cidadão. Não adianta ter um transporte individual com a premissa de não esperar pelo transporte plantado numa parada. Todo mundo tem a mesma ideia e sai no mesmo horário.

    E acaba esperando mesmo. Esperando o congestionamento passar dentro do carro.

  2. Na verdade Josivandro, isso ocorre porque durante muito tempo o maior incentivo foi para o transporte individual, nunca ouve uma política nacional de incentivo ao transporte público de forma eficaz. Com isso, o transporte público é sempre associado à um sistema problemático e sucateado e que mal consegue funcionar, além disso, a falta de segurança nos pontos de ônibus contruibiu para o reforço desse pensamento.

    O Brasil tem inúmeras vantagens para a implantação de um moderno e eficiente sistema de transporte público. Temos grandes encarroçadoras de ônibus, que exportam até pro exterior, como a Marcopolo, Caio, Neobus, Comil ou Mascarello, e podemos incluir nessa lista a Busscar, caso ela se recupere.

    Grande prova disso é o sistema BRT de Curitiba, que se tornou exemplo para o exterior. Um sistema mais eficaz, moderno, confortável e racional. Havendo pistas exclusivas para ônibus, quem for de carro, enfrenta um congestionamento e quem for de ônibus passa por uma pista livre e chega bem mais cedo em casa. O enxugamento de linhas radiais (com a criação de vários terminais) e o uso mais racional da frota, permitirá um melhor rendimento e diminuição de custos, tanto pra empresas quanto pra usuários.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

ATENÇÃO: Este conteúdo é protegido.
Senior da Nacional de Luxo Os primeiros Jum Buss 360 da Gontijo Repasses de Busscar da UTIL para a Brisa Ideale 1440 da Paraíba Turismo Paradiso DD da Itabus Ideale da VIX Logística Paradiso DD da Fabbitur Paradiso DD da Martinele Transportes Ideale da Tursan Turismo Comil Svelto da Viper Transportes