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O descaso e a falência do transporte coletivo de Bayeux

Por Bayeux em Foco
O colunista do Bayeux em Foco, Dr. Gutemberg, trouxe neste domingo (18) um artigo onde ele faz uma análise do transporte público da cidade de Bayeux. Intitulado “O descaso e a falência do transporte coletivo de Bayeux”, o texto revela o caos do serviço público oferecido à população e aponta maneiras de resolver o problema. Veja o artigo na íntegra aqui, clicando abaixo para abrir toda a matéria ou acesse o blog.

Uma comerciária que trabalha no Centro de João Pessoa e mora próximo ao Circular da Imaculada em Bayeux informou que gasta um tempo de 2:30 horas para voltar do trabalho todos os dias, usando o ônibus que faz  a linha Imaculada para o Centro da Capital. Percurso esse que se ela fosse andando não gastaria mais do que 1(uma) hora.
Um operário que mora no Comercial Norte no bairro do Mário Andreazza me informou da mesma dificuldade que ele tem de chegar e voltar do trabalho. A população de Bayeux não só reclama do tempo de demora nas paradas de ônibus, mas do desconforto de usar um veículo quase sucateado na maioria das vezes em que necessita desse transporte. Em conseqüência dessa situação, os alternativos proliferam que na prática é muito mais útil a população do que se não existisse, atendem uma necessidade das pessoas que precisam se mobilizar, de fato prestam serviços à população e isso deveria ser respeitado em uma contrapartida do poder público ausente e omisso.
A responsabilidade da gestão dos transportes coletivos públicos cabe exclusivamente ao poder público estadual e municipal, o primeiro responsável pela exploração para as linhas intermunicipal, ou seja, dos bairros ao centro de João Pessoa e no sentido contrário, o segundo, é a prefeitura, essa é a responsável pela concessão para os transportes públicos urbanos de um bairro a outro dentro do município. Em Bayeux, o Governo do Estado não exerce o seu poder no sentido de regulamentar e fiscalizar as linhas intermunicipais, as empresas concessionárias fazem o que querem e assumem o risco da sua própria falência, quando o Estado que deveria intervir se omite e eles abusam do direito de oferecer a população o pior transporte público da região metropolitana da Capital.

Quanto ao transporte urbano dentro de Bayeux, o famigerado TPU a responsabilidade é do município, que foi uma concessão aberta na administração municipal na época de Lourival Caetano, o qual como assessor jurídico tive a proposta de sugerir a criação dessa alternativa de transporte para a população de Bayeux que precisava de se deslocar de um bairro a outro da cidade. Mas que hoje o TPU faz vergonha e é motivo de chacota e piada perante o descaso total e a irresponsabilidade do poder municipal que não fiscaliza e se omite em não intervir nessa péssima prestação de serviços concedido a uma empresa que não respeita o mínimo do contrato administrativo e jurídico estabelecido.

Se houvesse a regulamentação e uma estrutura adequada com terminal integrado ou não, localizado no Baralho, o transporte público urbano atenderia mais de 90% da demanda de Bayeux, até mesmo para o deslocamento diário a Capital, com a garantia de um melhor transporte, qualidade e preço de passagem mais compatível com a realidade econômica do nosso povo. Mas enquanto não se governa esse serviço público, o transporte coletivo da população de Bayeux é gerenciado pela vontade única e soberana de empresários quase falidos e alternativos que apesar de suprir uma necessidade, trás insegurança aos usuários, assim sobram prejuízos, desconfortos e abandono dos gestores públicos contra a maioria de uma população que exige qualidade de um serviço essencial para as suas vidas.
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