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MotoristA de ônibus chama a atenção de passageiros em João Pessoa

Por VRUM.com.br
É inegável que hoje as mulheres estão ocupando funções que antigamente eram exclusivas dos homens. Elas passaram a ganhar destaque em áreas onde o machismo ainda predomina, como o futebol e o mundo automotivo. No entanto, muitas delas conseguem demonstrar competência e, consequentemente, conquistar espaço inclusive em cargos de alto escalão. Em João Pessoa, a motorista de ônibus Rosilene Rodrigues é exemplo de como uma mulher no comando de uma função historicamente masculina pode mudar conceitos e reciclar ideias ultrapassadas.

“Sempre fui apaixonada por carros. Quando era criança, todas as minhas bonecas tinham os seus carrinhos, o que não era comum entre minhas amigas”, comenta ela. O interesse por automóveis só ganhou força com os primos que dirigiam carretas. Além disso, ela conta que, por volta dos cinco anos de idade, viu uma mulher dirigindo um ônibus e, desde então, a imagem não foi apagada da memória, acreditando que um dia poderia ocupar aquele espaço.
Hoje, Rosilene tem 30 anos de idade e desde os 18 anos dirige veículos pesados, graças às aulas dos primos caminhoneiros. Por este motivo, a motorista conta que nunca teve maiores dificuldades para lidar com os veículos de grande porte. “Quando fui tirar a habilitação foi difícil para dar ré e fazer manobras com carros pequenos. Sempre guiava como se fosse um caminhão”, diz.
Ainda minoria no segmento, Rosilene acredita que os conceitos estão mudando. “Fico feliz porque antes não víamos mulheres no trânsito. Hoje, a maioria dos transportes escolares, por exemplo, são comandados por mulheres. Acredito que isso acontece pelo fato das mulheres serem mais cuidadosas”, opina.
Vaidade não fica para trás
Durante o dia, Rosilene é motorista da empresa Marcos da Silva e conduz os ônibus das linhas que circulam nos bairros do Cabo Branco, Jaguaribe, Altiplano e Penha. À noite, ela ainda dirige o carro da coleta de lixo da prefeitura de João Pessoa. Apesar de passar muito tempo no batente, a motorista nunca deixa a vaidade de lado. “Procuro sempre levar uma bolsa com batom e outros acessórios para ajudar na aparência”, afirma. A dedicação com a beleza resulta na admiração de alguns passageiros mais desinibidos, que até se atrevem a soltar uma cantada. “Gostava mais no começo. Hoje, chego a ficar constrangida”.
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